"Comissão Europeia não se imiscui nas opções do Governo"

Carlos Moedas diz que "a comissão europeia não se pronuncia sobre as políticas nacionais e sobre aquilo que cada país faz para chegar a um determinado objetivo"

O comissário europeu Carlos Moedas afirmou esta terça-feira no parlamento que a Comissão Europeia "não se imiscui" nas políticas definidas pelo Governo português, que agora goza de "mais liberdade", salientando que "o importante é chegar ao objetivo".

"A Comissão Europeia não se pronuncia sobre as políticas nacionais e sobre aquilo que cada país faz para chegar a um determinado objetivo. O importante é chegar ao objetivo", destacou o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, durante uma audição na comissão parlamentar de Assuntos Europeus.

Moedas, que foi secretário de Estado adjunto do anterior primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e responsável pela negociação com a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), recordou que quando Portugal esteve sujeito ao programa de ajustamento, "estava todas as semanas com a 'troika' em cima, era terrível" e tinha "muito menos graus de liberdade".

"Felizmente, o país saiu disso e hoje esses graus de liberdade são uma grande vantagem para os portugueses e para o Governo (...), porque a Comissão nunca se vai imiscuir na maneira como chegar a um determinado objetivo. Isso faz parte da soberania de um país", considerou o comissário europeu, que respondia ao deputado do PS Carlos Pereira, que afirmou que os números relativos ao défice são "animadores" e o questionou se é ou não possível "ter uma outra alternativa para estes resultados", sem prejudicar o crescimento económico.

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