Centeno diz que "palavra credibilidade" está associada aos resultados positivos

O economista afirma que poderá "emprestar" credibilidade "ao resto desta legislatura"

O ministro das Finanças, Mário Centeno, quis hoje associar a "palavra credibilidade" aos resultados financeiros positivos do país, na sequência da divulgação de um défice orçamental das Administrações Públicas de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) até setembro.

"É a credibilidade que está associada a este processo que permite que hoje possamos estar nas condições que estamos, a palavra que gostaria de deixar associada a estes momentos é a palavra credibilidade", afirmou.

Em declarações aos jornalistas, Centeno acrescentou ser ainda credibilidade o que poderá "emprestar ao resto desta legislatura", reafirmando o empenho do Governo "neste sucesso", que resulta nomeadamente de "toda a execução orçamental de todo o Governo".

Centeno destacou que, em termos trimestrais, está em causa um "'superavit' [excedente] e não um défice orçamental no 3.º trimestre", o que é uma "novidade de peso na evolução da economia e das finanças públicas portuguesas".

Segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), citados por Centeno, o saldo das Administrações Pública foi cerca de 1.256 milhões de euros no 3º trimestre deste ano, revelando um excedente equivalente a 2,6% do PIB. O "maior excedente trimestral" desde o início da série estatística, em 1995.

O ministro também notou que se deve terminar o ano com um valor da dívida próximo dos 126%, "na maior redução de dívida pública em rácio do PIB dos últimos 19 anos".

Assim, todo o "caráter positivo" dos números é "um prémio seguramente merecido para todos os portugueses" e para o trabalho feito.

O titular das Finanças repetiu ainda o anúncio de quinta-feira do primeiro-ministro, António Costa, sobre a previsão do saldo orçamental este ano "não excederá o valor de 1,3%, ficando claramente dentro da margem orçamental prevista no início do ano".

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