CDS responde à CNE com vídeo de Costa no dia das legislativas

Caso das declarações de Paulo Portas que a Comissão Nacional de Eleições considerou poderem ser ilegais mereceu hoje resposta dos centristas através das redes sociais

O CDS-PP respondeu hoje com um vídeo à Comissão Nacional de Eleições, que no domingo entendeu que palavras de Paulo Portas sugeriam o voto num dos candidatos, reproduzindo as declarações do líder socialista, António Costa, após a votação nas legislativas.

Na página oficial do Facebook do partido ainda liderado por Paulo Portas foi colocado um vídeo com apenas 42 segundos que começa, com um fundo azul com a frase "o que uns podem dizer e outros não..." e termina com a irónica declaração: "Com a devida vénia à Comissão Nacional de Eleições".

São primeiro reproduzidas as declarações do secretário-geral do PS, António Costa, que depois de votar nas eleições legislativas de 04 de outubro, disse aos jornalistas: "Naturalmente muito confiante no resultado do PS, confiante sobretudo no futuro do nosso país e na ambição que os portugueses têm de depois destes anos tão tristonhos termos um novo ciclo de esperança e podermos encarar o futuro com outra confiança e com outra determinação".

O vídeo continua depois com as declarações de Paulo Portas, que após exercer o direito de voto nas presidenciais de domingo, afirmou: "Eu acho que se houver uma boa participação hoje, o assunto pode ficar resolvido à primeira volta e eu sou daqueles que acha que o que se pode resolver à primeira volta não se deve deixar para uma segunda que não se sabe como termina".

A Comissão Nacional de Eleições entendeu no domingo à tarde que a comunicação social deveria cessar a transmissão da parte final das afirmações de Paulo Portas por estas poderem ser entendidas como "declaração de apoio" a um dos candidatos à Presidência da República.

"A Comissão Nacional de Eleições, tendo tomado conhecimento das declarações proferidas pelo Senhor Dr. Paulo Portas aquando do exercício do direito de voto, entende que os órgãos de comunicação social devem cessar a transmissão da parte final das respetivas declarações na medida em que as mesmas podem ser entendidas como declaração de apoio a um dos candidatos", referia um comunicado da CNE.

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