CDS quer diretora do SEF e ministra com urgência no Parlamento

Partido liderado por Assunção Cristas diz que está em causa "um verdadeiro - e perigoso - saneamento político"

O CDS reagiu à notícia do afastamento da diretora do SEF dizendo estar em causa "um verdadeiro - e perigoso - saneamento político" e exigindo a presença urgente tanto daquela dirigente como da ministra na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, para dar esclarecimentos.

Falando ao DN, o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães acrescentou que este acontecimento reforça a exigência do CDS para a ministra se demita. "O CDS considera perigoso e preocupante este verdadeiro saneamento feito por uma desesperada e inexistente ministra da Administração Interna", afirmou. Acrescentando: "Em vez de perceber o problema que criou com a nova Lei da Imigração e com o efeito de chamada, óbvio, que teria, a ministra preferiu demitir quem alertou, e bem, para o problema".

O que está em causa, disse ainda, é que, com essa nova lei, "os pedidos de vistos já ultrapassaram os dez mil face à media habitual", como aliás "o CDS bem avisou" e razão pela qual apresentou propostas de revogação dos novos artigos da lei. Além do mais, Portugal passou a estar em "incumprimento com obrigações europeias", sendo que assim o que está em causa um "problema de segurança nacional" mas também de "responsabilidade e prestígio internacional" de Portugal.

O que se passa, disse ainda Nuno Magalhães ao DN, é que "está a acontecer uma desautorização permanente e continuada da ministra da Administração Interna em relação aos serviços que tutela". Isto implica "a sua absoluta falta de condições para se manter num lugar que, em qualquer outro país da UE, já não deveria ocupar".

A ministra - disse ainda - é a mesma que "há um ano e meio, no discurso de tomada de posse, elogiou a diretora do SEF pela sua reconhecida competência e experiência profissional" e agora a demite "por supostos incumprimento de objetivos". Ora isto "é um verdadeiro saneamento politico e já se percebe que entre o interesse nacional e o interesse em manter o seu lugar, a ministra não hesita: escolhe sempre manter o seu lugar."

Os grupos parlamentares do PSD e do PCP reservam reações para mais tarde.

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