CDS-PP acusa Governo de irresponsabilidade no 'dossier' das secretas

Secretário-geral das secretas e membros em falta no Conselho de Fiscalização ainda não foram substituídos

O CDS-PP acusou hoje o Governo e o primeiro-ministro de irresponsabilidade por ainda não terem substituído nem o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), nem os membros em falta no Conselho de Fiscalização do SIRP.

"Deixar esta matéria sem solução e sem resolução é uma irresponsabilidade e demonstra que, nestas áreas, o Governo está incapaz de tomar decisões, está fragilizado e é uma irresponsabilidade", afirmou o deputado do CDS-PP Telmo Correia, numa conferência de imprensa, no parlamento.

A saída de Júlio Pereira de secretário-geral do SIRP foi anunciada em maio, mas não foi substituído por que o nome proposto pelo Governo, embaixador Júlio Pereira Gomes, viu-se envolvido numa polémica sobre a sua atuação em Timor-Leste.

O PS chumbou, em junho, a eleição de Teresa Morais, indicada pelo PSD, para o Conselho de Fiscalização do SIRP, eleito pela Assembleia.

A Assembleia da República tem hoje a sua última sessão plenária antes das férias de Verão, tendo sido adiada no início da semana a eleição para o Conselho de Fiscalização do SIRP, entre outros nomes para cargos externos ao parlamento.

Numa conferência de imprensa em que o CDS-PP se congratulou com a prevista aprovação, hoje à tarde, da lei sobre acesso dos metadados aos serviços de informações, em que, disse, o Governo "foi atrás" do projeto centrista, Telmo Correia criticou os atrasos do executivo no preenchimento destes cargos.

E, numa referência implícita ao caso dos roubos de armamento dos paióis de Tancos, o deputado disse esperar que nada de grave aconteça face a estas lacunas.

"Esperemos que não haja problemas de maior. Mas, também ficamos com a noção clara de que, no dia em que houver um problema, não foi bem por isso e que tudo estava a ser tratado", disse.

O deputado do CDS-PP disse estar ainda "à espera" de respostas quanto a propostas feitas pelo partido, nomeadamente a revisão do plano de segurança do aeroporto de Lisboa.

"É matéria de segurança fundamental", argumentou, recordando ainda as preocupações com as infraestruturas críticas, que, "se forem atacadas ou destruídas, têm um impacto enorme na segurança e na defesa nacionais".

"Basta pensar no que aconteceu neste caso lamentável e humilhante de Tancos para perceber que se nos tivessem sido dados ouvidos e se a segurança das infraestruturas críticas - civis e militares -- tivesse sido revista poderia ter sido evitada esta situação", disse.

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