CDS demarca-se de Hélder Amaral

Declarações de Hélder Amaral no congresso do MPLA caíram mal na direção do CDS. Assunção Cristas só deve falar após o conclave

A Direção do CDS "não subscreve qualquer entendimento das palavras de Hélder Amaral que presuma uma alteração da posição do partido relativamente à democracia e ao pluripartidarismo em Angola", sublinhou ao DN o vice-presidente e estratega político de Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes. Este dirigente acrescenta que "tanto assim é que o CDS vai estar presente no congresso do CASA-CE, um partido da oposição em Angola, marcando assim uma posição inequívoca sobre esta matéria".

Caíram como uma bomba no CDS as declarações de Hélder Amaral, destacado pelo partido para estar presente no congresso do MPLA. Esta foi a primeira vez que o CDS foi convidado e, sabe o DN, a direção centrista hesitou muito antes de aceitar fazer-se representar. Acabou por aceder apenas porque quer o PSD quer o PS iriam enviar delegados e depois de receber e aceitar o convite do partido da oposição.

Depois de várias críticas virem a público, na sequência das declarações do deputado Hélder Amaral, que foi a Angola em substituição de Luís Queiró, responsável pelas Relações Internacionais do partido, a direção centrista teve de prestar esclarecimentos às centenas de militantes que o exigiram nas redes sociais e diretamente para a sede do partido.

O ex-presidente do CDS José Ribeiro e Castro foi uma das vozes mais críticas, tendo de imediato reagido quer à frase de Hélder Amaral quer à presença de Paulo Portas em Luanda.

Vários quadros do partido, deputados e dirigentes, como é o caso do Presidente da Juventude Popular, exigiram explicações da direção centrista.

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