Bruxelas contra aumento do salário mínimo para 600 euros até 2019

Relatório da Comissão Europeia exige medidas de austeridade no valor de 1000 milhões de euros

A Comissão Europeia considera que o aumento do salário mínimo para 600 euros até 2019 impede que Portugal consiga reduzir este ano o défice estrutural em 0,6% do PIB

Esta posição consta do último relatório de avaliação pós-troika feito pela Comissão Europeia e, segundo noticia o Correio da Manhã esta segunda-feira, Bruxelas exige um "ajustamento orçamental de 0,6%" do PIB.

Uma das medidas de austeridade necessárias para atingir esses objetivos passa por congelar o aumento do salário mínimo para 600 euros até 2019, que é uma das medidas centrais da política do governo PS e dos partidos - BE e PCP - que lhe dão apoio parlamentar.

O Governo prevê fazer um ajustamento de apenas 0,1% a 0,2% do PIB, o que é visto como arriscado face às previsões internacionais de menor crescimento da economia face ao previsto pelo executivo.

A redução do horário de trabalho para as 35 horas e a requalificação de funcionários públicos, pelo inpacto financeiro que têm, são outras medidas do governo a suscitar preocupação em Bruxelas e que estão plasmadas no referido relatório.

A Comissão mostra-se ainda preocupada com a situação do setor bancário português, em particular com a sua exposição a Angola, além de insistir na reforma da Segurança Social para fazer face aos efeitos da evolução demográfica.

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