Belém com recados para Nóvoa e apelos à mobilização

Citando Agostinho da Silva, Maria de Belém voltou, sem nomear, a dirigir baterias contra o ex-reitor. O nome de Mariano Gago veio outra baila.

"O problema em Portugal é das elites porque as elites desistiram de ouvir o povo", disse hoje Maria de Belém, citando Agostinho da Silva - e num recado direto à candidatura de Sampaio da Nóvoa.

Falando num almoço com apoiantes na Figueira da Foz, a candidata disse que "os problemas do pais não se conhecem apenas das torres de marfim". "Sempre estive próxima das pessoas, e não é para que me tirem uma fotografia, eu sempre estive próxima das pessoas", acrescentou. "Esta candidata não é afetiva a fingir", afirmou ainda - e dando como exemplo o facto de nesta manhã ter sido sempre recebida com simpatia numa visita à Feira da Tocha, onde ouviu inúmeras pessoas dizerem-lhe que pode contar com o seu voto.

Maria de Belém intensificou também os apelos à mobilização: "Temos muito trabalhar a fazer, convencer os nossos amigos e familiares." Ao enfraquecer a democracia enfraquecemos a legitimidade de quem for eleito", avisou. Neste aspeto dirigiu-se especificamente aos militantes do PS e recordou não só a sua condição de militante. Mais uma vez estabeleceu o contraste com Nóvoa recordando implicitamente que este nunca teve militância partidária: "Se não tivessem existido partidos antes e depois do 25 de Abril não estaríamos aqui."

A candidata contou no almoço com a presença do presidente da câmara de Coimbra e da ANMP, Manuel Machado, e ainda com a do líder distrital do partido, Pedro Coimbra. O histórico presente foi, desta vez, o presidente honorário do PS, António Almeida Santos.

Aproveitando o facto de ter investigadores científicos na sala, voltou a "prestar uma enorme homenagem a Mariano Gago". "Apesar de reprovado por um candidato", acrescentou - numa tirada feita mais uma vez com o pensamento em Nóvoa (Nóvoa e Gago polemizaram em tempos sobre a ligação entre universidades e investigação científica).

A homenagem a Gago serviu também à candidata para voltar a garantir o seu empenhamento como PR na "diplomacia científica" (lutar pelo reconhecimento internacional de investigadores portugueses).

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