Livre apoia Fernando Medina para evitar "retrocesso político"

Rui Tavares diz que Teresa Leal Coelho (PSD) e Assunção Cristas (CDS) são "intérpretes da austeridade"

O dirigente do Livre Rui Tavares afirmou esta segunda-feira que o partido apoia o candidato do PS à Câmara de Lisboa para evitar "retrocesso político" na capital e para criar "políticas novas" que influenciem o país.

"A esquerda já muitas vezes cometeu o erro de não dar atenção devida às eleições em Lisboa e, com isso, já houve retrocessos políticos. O Livre, como partido que lutou muito como alternativa de esquerda contra a austeridade, não pretende dar nenhuma hipótese a que haja um qualquer retrocesso político em Lisboa e que, a partir de Lisboa, se refletisse na política no país", disse Rui Tavares em declarações à agência Lusa.

O responsável, que falava à margem da apresentação do socialista Fernando Medina, no recentemente reabilitado Palácio Galveias, em Lisboa, reforçou que "é natural" que o Livre esteja "com muito empenho cívico na candidatura a uma mudança na cidade de Lisboa, que a prepare para os desafios do futuro, mas também numa candidatura que pretende impedir qualquer tipo de retrocessos".

"Não nos esqueçamos que à direita temos duas importantes intérpretes da austeridade nos últimos anos, tanto no caso de Teresa Leal Coelho como de Assunção Cristas, [porque] foram duas caras políticas das políticas de austeridade em Portugal", notou.

Fernando Medina é presidente da Câmara de Lisboa desde 06 de abril de 2015, data em que substituiu nestas funções o atual primeiro-ministro e líder socialista, António Costa.

Hoje, disse que vai a eleições com "um só fim", que é o de "servir Lisboa e servir os lisboetas", vincando que também o faz porque "cumpriu promessas".

Rui Tavares disse à Lusa que o Livre vai indicar duas candidatas à liderança de Juntas de Freguesia, tendo também um "grupo autónomo" na Assembleia Municipal e um "papel desempenhar na lista de vereadores e de vereadoras".

"Isso significa que é um partido que vem, como sempre dissemos, para fazer a mudança concreta, para aplicar políticas inovadoras nas nossas áreas prioritárias de interesse, que são as políticas verdes, de mobilidade, de inclusão, de abertura, de cosmopolitismo em relação aos imigrantes e aos refugiados, de diversidade e de inclusão de paridade, homens e mulheres", referiu.

Ao mesmo tempo, "significa estar mais próximos dos cidadãos, nas Juntas de Freguesia, e também estar ao nível da Assembleia Municipal ou do executivo na definição das grandes políticas da cidade", adiantou.

Numa candidatura denominada "Lisboa precisa de todos", Fernando Medina conta, além do apoio do Livre, com os movimentos independentes Cidadãos por Lisboa e Lisboa é Muita Gente, estes últimos, na sequência de acordos firmados em 2009.

Os fadistas Carlos do Carmo e Mariza são, respetivamente, presidente da comissão de honra da candidatura e mandatária.

Nas próximas eleições autárquicas, marcadas para 01 de outubro, concorrem também à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (líder do CDS-PP), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE) e Teresa Leal Coelho (PSD).

Pelo PAN e pelo partido Nós, Cidadãos! as candidatas são, respetivamente, Inês Sousa Real e Joana Amaral Dias.

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