Armando Vara diz que maior aposta no financiamento implicou subida do crédito em risco

"Quando chegámos ao banco era notório que a CGD tinha que ter maior quota no segmento das empresas.", disse

O antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Armando Vara, revelou esta quarta-feira que quando a gestão de Santos Ferreira decidiu aumentar quota no segmento empresarial tinha consciência de que ia haver aumento do crédito em risco.

"Quando chegámos ao banco era notório que a CGD tinha que ter maior quota no segmento das empresas. A CGD foi durante muito tempo o banco das pessoas, mas até era uma vergonha a quota tão baixa nas empresas", afirmou Vara durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito ao banco estatal.

"A CGD era o banco das grandes empresas quando devia ser o das pequenas empresas. Fizemos uma aposta fortíssima nessa área consciente que uns anos depois íamos ter um aumento do crédito vencido", sublinhou.

Isto, sem ter qualquer ideia da grave crise que impactou o país e boa parte do mundo, sobretudo, a partir de 2008, levando ao forte aumento do crédito mal parado da banca portuguesa e estrangeira.

"Continuo a ter orgulho na minha passagem pela CGD", rematou Vara, apontando para os lucros históricos obtidos durante o mandato que cumpriu com o então presidente Carlos Santos Ferreira.

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