Aeroporto de Lisboa. Assessor de Scolari não sabe quando viaja para o Brasil

Acaz Fellegger tinha voo marcado para São Paulo às 11:15, mas foi cancelado. À tarde, ele e restante grupo de passageiros foram acomodados pela TAP num hotel na Costa da Caparica. Ainda não sabe quando regressa ao Brasil

São muitos os passageiros que hoje estão a ser confrontados com o cancelamento de vários voos no aeroporto de Lisboa. O assessor do treinador brasileiro Luiz Felipe Scolari é um deles.

Ao Diário de Notícias, Acaz Fellenger conta que chegou de manhã a Portugal, vindo de Bilbao, a pensar que iria ficar apenas umas horas no nosso país até apanhar outro voo rumo a São Paulo. Mas não foi isso que aconteceu. Agora não sabe quando é que viaja de regresso ao Brasil.

"Cheguei às 08:30 a Lisboa e o voo para São Paulo era às 11:15", recorda. Quando chegou tinha o aviso de que às 13:15 haveria mais informação. "Ou seja, duas horas depois da hora do voo", lamenta.

Nessa altura, conta, foram informados por funcionários da TAP que o voo estava cancelado.

"Às 15:45 arranjaram-nos um hotel", relata Acaz Fellegger. Os 48 passageiros do voo para São Paulo foram levados para o autocarro, que saiu do Aeroporto de Lisboa em direção a um hotel na Costa da Caparica, já passava das 17:00. "As outras pessoas do voo que residem em Lisboa foram aconselhadas a voltar para casa", conta o assessor.

Acaz Fellegger revela que além do voo para São Paulo também o de Belo Horizonte foi cancelado. "Disseram-me que foram 10 voos cancelados no total", refere. "Uma funcionária da TAP disse que era uma greve dos pilotos que pedem o pagamento de horas extraordinárias".

Assim como muitos passageiros, Acaz Fellegger viu-se obrigado a mudar de planos. "Causa muito transtorno, sim. Amanhã tinha de ir trabalhar, tinha compromissos profissionais. Causa transtorno a todos os passageiros. Há aqui pessoas que estavam de férias e que estavam de regresso ao Brasil, porque ia trabalhar e agora não pode. Pessoas que tinham compromissos na faculdade..."m enumera.

E durante o caminho do aeroporto para o hotel, Fellengger ainda não sabia quando ia regressar ao Brasil. "Ainda não há nenhuma previsão para outro voo", lamenta.

O assessor relata ainda que as pessoas no aeroporto ansiavam por respostas, soluções, mas não lhes era dada informação.

Contactada pelo Diário de Notícias, a TAP, numa breve resposta, diz que o cancelamento dos voos se deve a "questões operacionais. A transportadora aérea "lamenta" a situação e diz estar "a fazer tudo para reacomodar os passageiros noutros voos e minimizar o impacto causado". A empresa não entra em pormenores e não diz quantos voos já foram cancelados.

O Diário de Notícias sabe que estão a decorrer negociações entre a administração da companhia aérea e o sindicato dos pilotos sobre um novo acordo de empresa.

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