A farmacêutica que tem negócios em todo o mundo

Empresa foi fundada em 1983 e desde então não parou de crescer. Em 2013 faturou mais de mil milhões de euros

A Octapharma, com sede na Suíça, foi fundada em 1983 dedicada em exclusivo à produção e distribuição de medicamentos derivados e substitutos do plasma humano, um derivado do sangue. Octa vem do grego e quer dizer oito, o fator em falta nos doentes com hemofilia. Dois anos depois a empresa lançou o seu primeiro medicamento e desde então não parou de crescer: tem fábricas e faz distribuição em vários países do mundo. Em 2013 faturou mais de mil milhões de euros.

"Os derivados e substitutos do plasma humano são medicamentos obtidos a partir de plasma de dadores de sangue selecionados e testados para a ausência de infeções. As dádivas são posteriormente constituídas em Pools de fabrico e o processo submetido a métodos de purificação e inativação de vírus para obtenção de fatores da coagulação ou seus inibidores", explica a empresa no site português.

A farmacêutica abriu a primeira fábrica em 1990, em Viena (Áustria). Quatro anos depois lança novo medicamento: imunológica intravenosa. Em 1997 instala em Munique, na Alemanha, um centro de investigação para desenvolver uma nova linha de produção de um recombinante de fator VIII. A expansão continua com a aquisição de uma nova fábrica em França e da divisão de plasma de outros laboratórios farmacêuticos. Em 2003 a empresa chega aos Estados Unidos e nove anos depois a Ocuparam abre o instituto de investigação em Heidelberga, na Alemanha. Em 2013 a empresa regista uma das suas maiores faturações até ao momento, mais de mil milhões de euros. Atualmente tem representação em 32 países.

Desde a década de 1990 que a Ocuparam tem ganho vários concursos públicos em Portugal para o fornecimento de plasma fracionado para vários hospitais. Quando o tema assumiu maior dimensão, por causa do desperdício de plasma nacional, no ano passado, Paulo Macedo, então ministro da Saúde, disse numa comissão parlamentar de Saúde que não tinha nada contra a empresa, mas que não gostava de monopólios e que o governo estava a corrigir a situação.

Referiu dados do Infarmed para dizer que a faturação da Octapharma passou de 46 milhões em 2010 para 24,8 milhões em 2014 e a quota de mercado de derivados de sangue e plasma desceu de 80%, em 2009, para 45%, em 2014. Anunciou também o lançamento de um concurso para fracionamento de plasma, permitindo a criação de medicamentos.

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