A segunda volta das presidenciais contou apenas com um debate único entre os dois candidatos a Belém, no passado dia 27 de janeiro, e o confronto entre António José Seguro e André Ventura, transmitido em simultâneo pelos três canais generalistas, mereceu a atenção dos portugueses. A sondagem da Aximage para o DN mostra que metade dos inquiridos viu a totalidade do debate, que durou 75 minutos, sendo que a estes há ainda a juntar mais 30% que assumiram ter visto excertos (os restante 20% disseram não ter assistido a nada). .O debate, de resto, foi mesmo o mais visto entre todos os que tiveram lugar neste ciclo eleitoral, tendo sido acompanhado na RTP, SIC e TVI “por mais de 3,9 milhões de portugueses, correspondendo a uma audiência média de 2,4 milhões de telespetadores e a um share total de 48,7%”, de acordo com os dados de audiência divulgados pela Universal McCann.Quanto ao desempenho dos candidatos, os inquiridos da sondagem DN/Aximage – os 80% que disseram ter visto todo o debate ou excertos deste – dão a vitória a António José Seguro. O candidato apoiado pelo Partido Socialista recolheu a opinião positiva de 57% dos entrevistados, enquanto que o líder do Chega ficou pelos 34% (9% não responderam). .Seguro e Ventura concordaram na Lei Laboral e na Saúde e divergiram muito na Imigração, Constituição e Justiça.A maioria de opiniões favoráveis a Seguro verifica-se em todas as regiões do país e em todos os escalões etários, especialmente nos eleitores com 65 anos ou mais. Por classes sociais, Ventura conseguiu superiorizar-se no escalão com rendimentos mais baixos, mas perde nos restantes, com particular destaque para as classes mais altas (A/B) onde Seguro obteve 70% de avaliações positivas contra 19% do rival. Refira-se também que entre as avaliações positivas ao desempenho de Ventura houve mais mulheres do que homens, enquanto que com Seguro aconteceu o contrário, pese embora as percentagens sejam bastante homogéneas na distribuição por sexo dos entrevistados. Focando a análise nos inquiridos que assumiram em quem votaram na primeira volta, António José Seguro parece ter captado a simpatia de quem votou no liberal João Cotrim de Figueiredo (53% dão-lhe o triunfo no debate contra 26% que preferiram Ventura), no candidato independente Henrique Gouveia e Melo (70% versus 21%) e no social-democrata Marques Mendes (65% versus 13%), que foram, respetivamente, o terceiro, quarto e quinto mais votados a 18 de janeiro.Ainda tendo em conta o voto na primeira volta, foram os eleitores de André Ventura os que mais seguiram com atenção o debate: 91% (70% viram todo e 21% excertos). A mobilização entre os eleitores de Seguro também foi elevada, atingindo 79% (49%+30%), mas ainda assim ficou abaixo do que aconteceu entre os que votaram em Cotrim de Figueiredo (86%) e Gouveia e Melo (83%). Neste aspeto, destaque para os eleitores de Luís Marques Mendes: 93% assumiram ter assistido ao frente a frente de 27 de janeiro (45% viram tudo e 48% excertos). .Seguro diz que Ventura quer mudar de regime e que traria cinco anos de turbulência.André Ventura recusa apelar ao voto quando há populações afetadas pelo mau tempo.Ficha técnicaObjetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage - Comunicação e Imagem Lda. para o DN sobre a segunda volta das eleições presidenciais.Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal.Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em 607 entrevistas CAWI. 293 homens e 314 mulheres; 135 entre os 18 e os 34 anos, 159 entre os 35 e os 49 anos, 159 entre os 50 e os 64 anos e 154 para os 65 e mais anos; Norte 220, Centro 127, Sul e Ilhas 92, Área Metropolitana de Lisboa 168.Técnica: Aplicação online - CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) - de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 29 de janeiro e 02 de fevereiro de 2026. Taxa de resposta: 71,94%.Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,0%.Responsabilidade do estudo: Aximage - Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.