Presidente da República, António José Seguro, na cerimónia do Dia do Combatente, junto ao Mosteiro da Batalha, em Leiria
Presidente da República, António José Seguro, na cerimónia do Dia do Combatente, junto ao Mosteiro da Batalha, em LeiriaPAULO NOVAIS/LUSA

Seguro promete atenção aos antigos combatentes e quer que Governo responda às lacunas

“Nenhum combatente deve sentir que o país pelo qual serviu o abandonou", afirmou o Presidente da República. São merecedores "da atenção permanente do Estado e da sociedade”, disse.
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O Presidente da República, António José Seguro, prometeu esta quinta-feira, 9 de abril, ter atenção às causas dos antigos combatentes, que recusa serem “um tema de arquivo”, confiando que o Governo responda às necessidades e supere as lacunas que ainda persistem.

“Como Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas, dirijo-me hoje a todos os combatentes e às vossas famílias com uma mensagem clara: esta Presidência não estará indiferente às vossas causas. Os combatentes de Portugal não são um tema de arquivo. São uma presença viva, ativa e merecedora da atenção permanente do Estado e da sociedade”, defendeu o chefe de Estado no seu discurso na cerimónia do Dia do Combatente, que decorreu junto ao Mosteiro da Batalha, em Leiria.

Seguro quer que, 50 anos depois do 25 de Abril, se olhe para os militares que o “ajudaram a construir” com “uma gratidão que não se esgota em palavras de circunstância”, apontando que muitos destes “esperam há demasiado tempo por respostas”, apesar dos avanços que já aconteceram.

“Nenhum combatente deve sentir que o país pelo qual serviu o abandonou. Confio na capacidade do Governo para corresponder às expectativas e às necessidades dos nossos combatentes”, apelou, numa cerimónia na qual estava presente e discursou o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

Para o Presidente da República, “reconhecer avanços não basta se persistirem lacunas”.

“A gratuidade dos medicamentos para pensionistas, a majoração dos apoios de saúde, a revisão de benefícios foram evoluções, mas ainda há muito caminho para andar. A dignidade daqueles que serviram a Pátria não se compadece com adiamentos intermináveis”, avisou.

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