O candidato presidencial António José Seguro afirmou esta quinta-feira (29) que seria, em princípio, contra o descongelamento das propinas, mas ressalvou que teria de ver o decreto que eventualmente lhe chegasse para promulgação ou veto.Numa pequena entrevista à rádio da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), quando questionado sobre que posição teria enquanto Presidente da República face a uma eventual aprovação do descongelamento das propinas, o candidato presidencial começou por dizer que não se pronuncia "sobre decretos que possa vir a promulgar sem os conhecer na realidade"."O que não quer dizer que eu não tenha um princípio. E o princípio é muito simples. O ensino superior deve ser tendencialmente gratuito, como se sabe, como está, digamos, na nossa Constituição", disse na entrevista.Mais tarde, na conclusão do seu raciocínio, voltou a dizer que "depende do decreto" que eventualmente lhe chegasse, enquanto Presidente da República caso vença as eleições de 08 de fevereiro, ao Palácio de Belém."Mas, em princípio, esta é a minha posição. Portanto, é uma posição no sentido de não", frisou.Para António José Seguro, "o desbloquear do preço das propinas", ainda que no primeiro ano fosse "uma coisa pouco significativa, poderia abrir a porta a aumentos significativos de propinas"."Isso poderia colocar muitas dificuldades a que muitos jovens tivessem dificuldades no acesso ao ensino superior. Portanto, eu diria que há outras prioridades onde se deve mexer", considerou..Rui Rio anuncia voto em António José Seguro.Seguro foi sozinho a Leiria na quarta-feira e ficou chocado com grau de devastação