Seguro dispensa "mensagem eleitoral" no discurso e não fica para jantar com apoiantes
JOSÉ COELHO/LUSA

Seguro dispensa "mensagem eleitoral" no discurso e não fica para jantar com apoiantes

Candidato presidencial apoiado entrou na sala, em Viseu, apenas ao som de palmas e não de música e com agitação de bandeiras, como é habitual, em solidariedade para com as vítima da depressão Kristin.
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O candidato presidencial António José Seguro dispensou esta sexta-feira, 30 de janeiro, uma "mensagem eleitoral" no seu discurso e não ficou para jantar com apoiantes em Viseu, deixando um apelo à solidariedade e à participação em ações de voluntariado após a tempestade Kristin.

"Quero-vos pedir do fundo do coração que compreendam que eu não vos dirija hoje nenhuma mensagem política, nem nenhuma mensagem eleitoral. E quero também pedir a vossa compreensão e pedir-vos vivamente que compreendam que eu não fique mais neste jantar", disse António José Seguro aos seus apoiantes em Viseu.

O candidato apoiado pelo PS entrou na sala de jantar apenas ao som de palmas - e não de música e com agitação de bandeiras, como é habitual - e dirigiu-se imediatamente ao púlpito para discursar, ao contrário do que aconteceu durante a campanha da primeira volta, em que discursava a meio da refeição.

Seguro agradeceu aos seus apoiantes "do fundo do coração" a "confiança", o "apoio" e a "mobilização", mas frisou que este "é um momento daqueles em que é preciso fazermos aquilo que temos que fazer".

"Neste momento o meu dever é continuar em contacto com os autarcas, com as pessoas e, sobretudo, fazer tudo em termos de propostas e de ideias para ajudarmos quer o Estado português e os organismos do Estado português, quer os privados, a poder minorar a vida aflitiva destas pessoas", considerou.

Logo no arranque da sua mensagem, o candidato presidencial fez um "apelo a todos aqueles que possam de alguma forma voluntariar-se para participarem em ações de limpeza e de recuperação, sobretudo os que vivem mais perto, se tiverem amigos, familiares dessas zonas afetadas, este é um momento de expressar essa solidariedade".

Seguro disse ainda que a sua vinda a Viseu "estava para ser um momento de grande festa e de confraternização" e que só não cancelou o jantar "por respeito a cada um e cada uma" dos seus apoiantes esta sexta-feira presentes em Viseu.

"Mas compreendam que esse mesmo respeito é devido a todas e a todos os portugueses que estão a passar neste momento uma situação de grande aflição", considerou, dizendo que é neste momento que é necessário apoio e solidariedade, sendo "nos momentos destas catástrofes naturais que Portugal e os portugueses têm que se unir".

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Propõe linha de apoio à tesouraria para empresas impedidas de laborar

António José Seguro propôs esta sexta-feira a criação de uma linha de apoio à tesouraria para empresas que não conseguem trabalhar por ausência de eletricidade ou problemas nas suas infraestruturas na sequência da tempestade Kristin.

“E hoje volto a fazer uma proposta, no sentido de se criar uma linha de apoio à tesouraria das empresas que neste momento não podem laborar ou porque não têm o fornecimento de energia elétrica ou porque não têm condições nas suas estruturas e infraestruturas para continuar a laborar”, propôs Seguro numa intervenção num jantar de campanha que foi inteiramente dedicada aos efeitos desta tempestade e sem outra mensagem política.

Na opinião do candidato apoiado pelo PS, o “pior que podia acontecer” é que pessoas que já estão “aflitas ou que tiveram danos nas suas casas”, também ficassem “privadas dos seus salários”.

“Eu falei com vários empresários esta tarde e essa é uma das preocupações, que haja linhas de apoio à tesouraria das nossas empresas que estão nessas dificuldades. E simultaneamente também apoiar com essas linhas investimentos de recuperação dessas empresas”, disse.

Segundo Seguro, num último telefonema que tinha tido com um empresário da região de Leiria que tem várias empresas este disse-lhe que ficou “limitado na sua capacidade de ação e de trabalho”.

“E simultaneamente, se ele não tem essa capacidade de trabalho, naturalmente também não tem quem lhe pague. E se ele não tiver recursos, não tem como pagar os salários dessas pessoas”, descreveu.

Para o candidato presidencial, “este é um momento de grande necessidade de união entre todos” para que, no público e no privado, se faça “o que estiver ao nosso alcance para ajudar estes nossos concidadãos”.

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No final da intervenção, sem a música habitual, as bandeiras e outros discursos, Seguro deixou a quinta de eventos com cerca de 600 apoiantes.

O candidato tem alterado diariamente a sua agenda prevista para visitar as zonas afetadas pela tempestade Kristin, mas sem a presença da comunicação social.

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