Seguro considera subida da notação financeira de Portugal "uma excelente notícia para o País"
O Presidente da República congratulou-se este sábado, 5 de setembro, com a decisão da agência Fitch de elevar a notação financeira da República Portuguesa de 'A' para 'A+', com perspetiva estável.
"Trata-se de uma excelente notícia para o País e de um importante reconhecimento externo do desempenho de Portugal, resultado de uma evolução de médio e longo prazo, sustentada pelo esforço dos Portugueses e por uma orientação de responsabilidade mantida ao longo de diferentes governos", escreveu António José Seguro no site da Presidência da República.
"Num momento em que as famílias e as empresas receiam um novo agravamento das taxas de juro, o reforço da credibilidade financeira do País contribui para atenuar em Portugal os efeitos de condições internacionais de financiamento mais exigentes. Embora essa repercussão não seja automática nem imediata, uma melhor notação irá favorecer as condições de financiamento do Estado, das empresas e das famílias, apoiar o investimento e a criação de emprego e permitir que mais recursos públicos sejam dirigidos às necessidades das pessoas", prosseguiu o chefe de Estado.
Seguro considera que, quando este ano "vier a ser lido em retrospetiva, esta será seguramente uma das suas notícias económicas mais relevantes". "Esta decisão confirma a importância da estabilidade, da previsibilidade e da responsabilidade na condução do País. A credibilidade conquistada deve ser preservada com responsabilidade e colocada ao serviço de uma economia mais produtiva, de melhores salários, de serviços públicos fortes e de uma sociedade mais justa e coesa, na qual ninguém fique para trás", concluiu.
A Fitch subiu o 'rating' de Portugal de 'A' para 'A+', com 'outlook' (perspetiva) estável, indicando que esta subida “reflete o reforço das finanças públicas de Portugal, incluindo uma trajetória projetada de redução da dívida pública e saldos orçamentais consideravelmente mais fortes do que os dos seus pares, sustentados por um forte compromisso político com a prudência orçamental”.
Segundo a agência, os ‘ratings’ de Portugal são “sustentados por indicadores de governação superiores à mediana da categoria ‘A’, com as suas “forças institucionais alicerçadas na sua integração na União Europeia e zona euro”.
Ainda assim, destacou, estas forças são “contrabalançadas por níveis ainda elevados de dívida pública e externa acumulada”, apontando, no entanto, “a prudência na condução das políticas, o desempenho orçamental reiteradamente superior ao previsto e os excedentes persistentes da balança corrente”, que “reforçaram a resiliência da economia e a sua capacidade para absorver choques”.
Também numa reação, em comunicado, o Ministério das Finanças disse que a melhoria do ‘rating’ de Portugal pela agência Fitch coloca o Portugal ao nível de França e Bélgica, demonstrando ainda a “confiança dos investidores internacionais”.
Citado no comunicado, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse que esta subida do ‘rating’ é “mais uma grande vitória de Portugal, em particular, quando esta melhoria acontece num contexto geopolítico e económico ainda marcado por incerteza e instabilidade”.
O 'rating' é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.
