O Presidente da República, António José Seguro, apelou esta quinta-feira, 6 de agosto, à continuidade das políticas, independentemente da mudança de governos, para que haja estabilidade no país, à semelhança do que acontece na área do Turismo.“[Há] a necessidade de termos políticas públicas estáveis. Mudaram governos, mudaram membros do Governo na área do Turismo, mas segue-se uma sequência”, defendeu António José Seguro, acrescentando que este é “um bom exemplo que deve proliferar noutras áreas setoriais da governação” do país.O chefe de Estado falava na inauguração da 634.ª edição da Feira de São Mateus, que decorre até 06 de setembro, e depois de o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, evidenciar as políticas que tem seguido na sua área, algumas herdadas.“Há só um país e os governos são e sucedem-se outros, a esses sucederão outros. É importante que exista essa estabilidade, porque isso depois traz vantagens para o nosso país”, referiu o Presidente da República.António José Seguro destacou ainda o trabalho de Pedro Machado, num “setor estratégico para o país” como é o Turismo, “não só para captar muitos” dos que chegam do estrangeiro, indicando que são “sensivelmente 30 milhões” ao ano.Um turismo que promoveu capacidade no país, seja na dinamização do património ou no tecido empresarial português, independentemente da região portuguesa, tal como tinha afirmado o secretário de Estado.Isto, porque, no seu entender, “não há regiões dispensáveis, todas, por mais pequeninas que sejam, por menos gente que esteja lá a viver, dão um contributo essencial”, já que o Turismo, hoje, “também exige diferenciação”.Das mãos do presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, António José Seguro recebeu hoje a chave da cidade, um “valor muito emocional” para o chefe de Estado, visto que é a primeira que recebe em Portugal.Na intervenção, João Azevedo disse que a feira está numa “fase de transição” e espera, nos próximos anos, “atingir rácios, objetivos, que ainda não foram atingidos”.Para isso, acrescentou, pretende apostar na vertente internacional, atraindo à feira secular mais turistas e também elementos da comunidade portuguesa espalhada pelo mundo.“Todos juntos faremos uma feira mais forte”, afirmou João Azevedo.