O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, congratulou-se hoje com o "ambiente interpartidário" de "transição presidencial" em relação ao programa Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência, que integrará um fundo para situações de calamidade."O senhor primeiro-ministro disse e muito bem", no debate no parlamento de hoje, que falou do plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) ao atual Presidente e que iria fazer o mesmo com o Presidente eleito, António José Seguro, que terá "um papel fundamental" na sua execução, disse Marcelo Rebelo de Sousa, que lembrou que só lhe restam 17 dias de mandato na chefia do Estado."Este Presidente acompanha o arranque, mas quem vai verdadeiramente acompanhar a execução do plano" nos próximos anos "é o senhor Presidente eleito", sublinhou.O Presidente da República (PR), que falava a jornalistas em Madrid, no arranque de uma visita oficial a Espanha, considerou que houve "coisas muito interessantes" no debate parlamentar de hoje, nomeadamente, a confirmação de que o PTRR vai na sexta-feira ao Conselho de Ministros, "uma preocupação específica em relação ao Mondego", "o ambiente interpartidário" e "o ambiente de transição presidencial".Sobre "o ambiente interpartidário", Marcelo de Rebelo de Sousa realçou "a postura" que disse ter percebido do Partido Socialista (PS) de "conjugar propostas com preocupações do Governo" e "a abertura a um orçamento retificativo", assim como o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter dito que "regista a disponibilidade" do PS caso seja "muito necessário" esse retificativo.Quanto a um eventual orçamento retificativo por causa do impacto do mau tempo, o PR considerou "não ter sentido nenhum" neste momento "levantar questões" relacionadas com possíveis níveis de défice ou outras, até porque Luís Montenegro "foi o primeiro a dizer que, para já, não se coloca a questão do orçamento retificativo".Ainda assim, sublinhou que "tem sido dito por todos", Governo e partidos, que "há que compatibilizar" necessidades das famílias, comunidades autarquias e empresas "com a preocupação, obviamente, de não desregular o défice, que é uma conquista nacional".Questionado sobre a nomeação de um novo titular para o Ministério da Administração Interna, pasta que o primeiro-ministro assumiu após a demissão de Maria Lúcia Amaral, o PR recusou fazer qualquer comentário, argumentando que se trata de uma escolha do primeiro-ministro, "não só a escolha do nome como do momento em que apresenta a proposta ao Presidente"..PM reforça plano de salvação até 3,5 mil milhões de euros e anuncia reforma do INEM e da Proteção Civil."Pequenos défices" provocados pelo PTRR são na mesma "finanças públicas equilibradas"