Fernando Alexandre criticado pelo PS
Fernando Alexandre criticado pelo PSLeonardo Negrão

PS não quer que ministro da Educação “vá embora” mas “resolva os problemas” dos exames

Reação socialista surge depois de o ministério da Educação anunciar o adiamento da 2.º fase dos exames nacionais devido às falhas na avaliação eletrónica.
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O PS criticou esta sexta-feira (3 de julho) “o estado de negação” do ministro da Educação e não quer que Fernando Alexandre “vá embora”, mas “resolva os problemas” sobre os exames nacionais, esperando que a correção ao calendário agora decidida “seja a última”.

Neste momento não queremos que o senhor ministro vá embora, queremos é que resolva os problemas, deixe de estar distraído. O senhor ministro não pode pensar que os problemas do país são as perguntas da oposição”, disse o deputado Porfírio Silva aos jornalistas, no parlamento, depois de ser conhecido que falhas na avaliação eletrónica dos exames obrigaram a adiar o início da 2.º fase.

Para o PS, “haverá momentos para avaliar politicamente as responsabilidades de cada um”.

Porfírio Silva espera “esta correção do calendário seja a última", seja suficiente e “capaz de blindar o processo” e “tranquilizar os estudantes, as famílias, os professores, porque é disso que o país precisa”.

“O senhor ministro da Educação esteve no parlamento há dois dias em estado de negação, desvalorizando, dizendo que muitos dos problemas que estavam a ser denunciados eram fenómenos das redes sociais, ignorando que todos nós que trabalhamos nesta área falamos com dezenas de diretores, com centenas de professores, permanentemente e sabemos, efetivamente, aquilo que está a acontecer”, criticou.

Segundo o deputado do PS, para Fernando Alexandre “as responsabilidades nunca são dele, as responsabilidades nunca são do Governo”.

A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.

A decisão foi anunciada esta sexta-feira pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que reconhece “as dificuldades informáticas” do processo de classificação eletrónica dos Exames do ensino secundário, admitindo que ainda não está “concluída a distribuição dos itens para classificação” por todos os professores classificadores.

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