André Ventura
André VenturaANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA

OE2027: Ventura acusa Carneiro de disfarçar para esconder que vai abster-se sem ver a proposta

“Há um facto óbvio: José Luís Carneiro é o primeiro líder político, em décadas, a viabilizar um Orçamento que não conhece", afirma líder do Chega.
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O presidente do Chega acusou esta quarta-feira, 7 de outubro, o secretário-geral do PS de “disfarçar” para “esconder” que será o primeiro líder de um partido da oposição a viabilizar uma proposta de Orçamento de um Governo sem a conhecer.

André Ventura falava aos jornalistas no Parlamento, após ser confrontado com as críticas de José Luís Carneiro ao acordo em perspetiva entre o PSD e o Chega para a revisão da lei do arrendamento.

Em relação ao processo de negociação da lei do arrendamento, em sede de especialidade, na Assembleia da República, o presidente do Chega deixou um aviso ao Governo e ao PSD.

“O Chega exigiu que tudo ficasse escrito – escrito e tornado público. É assim que trabalhamos, não é de outra forma. Se o Governo se desviar desse acordo, desses pontos, se quiser ou permitir que as rendas subam descontroladamente, ou que quem é mais pobre ou mais desfavorecido fique sem apoio por causa da subida das rendas, o Chega não viabilizará este diploma”, declarou.

E até foi mais longe: “Isso foi claramente dito ao primeiro-ministro [Luís Montenegro], e foi dito também ao líder parlamentar [Hugo Soares]”.

Já sobre as críticas do secretário-geral socialista a propósito desse princípio de entendimento para a revisão da lei do arrendamento, André Ventura contrapôs que “acordos escondidos são com o PS e com o PSD”. E que José Luís Carneiro “está a tentar disfarçar” a sua posição em relação à proposta do Governo de Orçamento do Estado para o próximo ano.

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“Há um facto óbvio: José Luís Carneiro é o primeiro líder político, em décadas, a viabilizar um Orçamento que não conhece. É a primeira vez em décadas que isto acontece. E José Luís Carneiro agora tenta todos os dias disfarçar essa responsabilidade”, apontou.

Pelo contrário, segundo André Ventura, “em todos os momentos em que o Chega teve que se articular com outros partidos no Parlamento, seja para isentar portagens, seja para descer o IRC, seja para descer o IRS, seja para o IRS jovem, seja para fazer leis de imigração, nunca escondeu como ia votar e com quem”.

“É o nosso dever de responsabilidade”, acrescentou.

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