Grupo parlamentar do Chega foi o primeiro a se recebido pelos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares, Miranda Sarmento e Carlos Abreu Amorim.
Grupo parlamentar do Chega foi o primeiro a se recebido pelos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares, Miranda Sarmento e Carlos Abreu Amorim.Miguel A. Lopes / Lusa

OE2027: Chega "preocupado com Orçamento insensível e sem novidades"

Governo arrancou apresentação das linhas gerais com o maior partido da oposição. Pedro Pinto critica falta de descida de impostos e margem de apenas 100 milhões de euros para "algum negócio com o PS"
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As linhas gerais da proposta de Orçamento do Estado para 2027, que apontam para um crescimento na ordem dos 2% e para um superávite entre os 0,1% e os 0,2% no próximo ano, não convenceram o Chega, que foi o primeiro partido a reunir na Assembleia da República com o Governo, representado pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Saramento, e pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

À saída do encontro, que durou cerca de uma hora, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, disse que se trata de "um Orçamento insensível e sem novidades", destacando a falta de medidas de redução de carga fiscal. Nomeadamente no que toca ao imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) e no IVA que incide sobre o cabaz alimentar, levando-o a acusar o Executivo da AD de "continuar a ser insensível aos grandes problemas" sentidos pelos portugueses.

Segundo Pedro Pinto, a proposta de Orçamento do Estado para 2027, que será entregue na Assembleia da República no dia 9 de outubro, tem uma margem de apenas 100 milhões de euros, que o líder parlamentar do Chega previu destinarem-se "certamente a algum negócio com o PS", que também vai conhecer as linhas gerais do documento nesta segunda-feira.

O líder parlamentar do Chega reservou a orientação de voto do partido para quando for conhecida a versão final da proposta do Executivo de Luís Montenegro, mas acusou a AD de "governar como se tivesse maioria absoluta", tendo em conta a falta de disponibilidade para negociar medidas.

Quanto a Miranda Sarmento, disse que "a conversa é sempre a mesma", acusando o responsável pelas Finanças de "não conseguir sentir o país real", visto que continua a dizer que os portugueses estão a viver melhor.

Pedro Pinto também admitiu ter voltado a mencionar a vontade do Chega em "estabiizar" a idade da reforma nos 65 anos, mas reconheceu que o Governo não é sensível a esse tema. Ainda assim, garantiu estar pronto para voltar a reunir com membros do Governo se o seu partido - um dos dois da oposição que tem a capacidade de viabilizar a proposta de Orçamento, na generalidade, apenas com a abstenção.

Além do líder parlamentar, o Chega foi representado pelos deputados Eduardo Teixeira, coordenador do grupo parlamentar na Comissão de Orçamento e Finanças; Rui Afonso, presidente da mesma comissão; e Manuela Tender, presidente da Comissão de Educação.

Grupo parlamentar do Chega foi o primeiro a se recebido pelos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares, Miranda Sarmento e Carlos Abreu Amorim.
Governo arranca reuniões sobre Orçamento do Estado para 2027 com o Chega e o PS
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