O primeiro-ministro assegurou esta quinta-feira, 30 de abril, que o Governo tem “empatia e compreensão” para as dificuldades de cidadãos e empresas perante o aumento do custo de vida, dizendo que os apoios serão dados com “moderação e responsabilidade”.No final da reunião do Conselho de Ministros, que se realizou hoje na Ovibeja, Luís Montenegro salientou que as razões desta subida da inflação – que hoje já tinha dito não ser “ainda motivo para alarme” - não são da responsabilidade do Governo e considerou que ainda tornam mais necessário “transformar o país”.“Não nos pode demover, pelo contrário, só deve acentuar mais a necessidade que nós temos de sermos resistentes a transformar o país, a transformá-lo do ponto de vista estratégico e estrutural, para estarmos ainda mais preparados no futuro quando outros choques, seja de que natureza for, vierem a colocar-se diante de nós”, afirmou.Na véspera do Dia do Trabalhador e numa altura em que existe um impasse negocial sobre a proposta do Governo de revisão do Código do Trabalho, Montenegro reiterou que é necessário “um país mais rico, mais produtivo, para poder ser mais justo, mais equilibrado e mais preparado”.Numa declaração de quase meia hora sem direito a perguntas, o chefe do Governo admitiu que se vive “um tempo muito desafiante, um tempo de incerteza, um tempo de instabilidade, que vem de fora para dentro”.“Esse tempo tem essa marca, não é da nossa responsabilidade, não estava nas nossas cogitações. Num primeiro momento, foi a força da natureza que o impôs, num segundo momento foi a falta de força diplomática e social que fez evoluir os conflitos”, considerou.Para o primeiro-ministro, o Governo só tinha duas opções: “Ou nos ficamos a queixar das circunstâncias ou enfrentamos as circunstâncias e continuamos o nosso trabalho para estarmos ainda mais fortes, resistentes e resilientes no futuro”.“E esta é a nossa opção, tomamos medidas como fizemos hoje para poder diminuir, mitigar os efeitos da conjuntura. Nós estamos atentos àquilo que se passa com a vida de cada português, nós temos empatia, temos muita perceção e compreensão sobre o que é viver com o aumento do custo de vida e com a ameaça desse custo vir no futuro a aumentar ainda mais”, assegurou.Por outro lado, admitiu que o Governo está consciente das dificuldades das empresas, nomeadamente neste setor agroalimentar.“Cá estamos para, com moderação e sentido de responsabilidade, fazer chegar o apoio que é necessário nesta altura”, afirmou. .Subida da inflação e do custo de vida é preocupante, mas “não é ainda motivo para alarme”, diz Montenegro