Mariana Leitão: "Repressão não é aceitável e não resolve nada"
Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, pronunciou-se a meio da tarde deste domingo, 25 de outubro, e condenou a atuação policial na sua conta pessoal na rede social X. "Os resultados da irresponsabilidade dos restantes partidos estão à vista: polarização, confronto, tensão crescente, nem uma solução. A repressão não é aceitável nem resolve nada. A única solução de um Estado que falha em quase tudo, perante quem protesta o falhanço nas políticas públicas de habitação, não pode ser usar a sua força repressiva sob a forma de cacetete", categorizou a líder da IL, considerando que o fim dos protestos acontecerá "quando os problemas estiverem resolvidos".
No mesmo sentido, fez duras críticas a "políticas incompetentes de políticos de gestão de situação, sem coragem, que rejeitam as propostas para aplicar soluções comprovadas."
A presidente da Iniciativa Liberal votou ao lado do Governo e do Chega na nova lei do arrendamento urbano, amplamente criticada pelos manifestantes. Na declaração na sua rede social Mariana Leitão não faz menção à iniciativa legislativa, que ainda terá de ser votada na especialidade.
Detalhou, sim, que segundo o INE "no segundo trimestre os preços das casas em Portugal subiram 18,4% face ao ano passado", pedindo "medidas de emergência", explanando que quem governou "falhou de forma clamorosa e não soube aplicar medidas que permitam mais construção, mais casas no mercado para arrendar e preços mais baixos."
Leitão lembra ter proposto "uma reunião com todos os partidos para se chegarem a consensos mínimos nas medidas de emergência a aplicar", lamentando que se continue a preferir o "jogo partidário." No sábado, Leitão dissera estar mais preocupada com a inação e falta de reformas do Governo do que com o silêncio do primeiro-ministro.
