Mais de 1,8 mil milhões do PRR no Ambiente e Energia com metas integralmente cumpridas, diz Governo
O Ministério do Ambiente e Energia concluiu as metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) sob a sua responsabilidade, num investimento superior a 1,8 mil milhões de euros, anunciou este sábado, 5 de setembro, o gabinete de Maria da Graça Carvalho.
"Os investimentos abrangeram 51 metas em áreas estruturantes da política ambiental e energética: eficiência energética e combate à pobreza energética, gestão e resiliência hídrica, bioeconomia e resíduos, gases renováveis, armazenamento de energia, descarbonização dos transportes públicos e economia azul", informou o ministério num comunicado às redações.
As metas previstas para estas áreas foram "integralmente cumpridas", tendo até sido "superadas" em vários indicadores, "com investimentos e reformas que deixam resultados concretos no território, nas famílias, nos serviços públicos e na capacidade do país para responder aos desafios climáticos e energéticos".
“Mais importante do que executar recursos financeiros é garantir que estes se traduzem em resultados. Cumprimos integralmente as metas e, em várias áreas, fomos além dos objetivos estabelecidos. São investimentos que melhoram a vida das pessoas, tornam o território mais resiliente e aceleram a transição energética e melhoram o ambiente”, afirma Maria da Graça Carvalho, citada pela nota.
De todo o investimento, cerca de 556 milhões de euros foram executados no âmbito da eficiência energética e no combate à pobreza energética, tendo sido apoiadas mais de 85 mil habitações através do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis e pagos 20 mil Vales Eficiência, além de 53.600 vouchers E-LAR. Nos edifícios públicos e de serviços, foram renovados mais de 2 milhões de metros quadrados.
Na área da gestão da água e resiliência hídrica, foram executados 106 milhões de euros, concentrados no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve. Nos sistemas urbanos de abastecimento foram intervencionados 204 quilómetros de redes, muito acima da meta mínima de 125 quilómetros, e foram ainda concretizadas intervenções em quatro estações de tratamento de águas residuais, com capacidade conjunta para disponibilizar 8 hm³ de água para reutilização por ano, e em aproveitamentos hidroagrícolas coletivos que abrangem 10.300 hectares. A capacidade de transferência de água entre o Sotavento e o Barlavento aumentou em 300 litros por segundo, para um total de 600 litros por segundo.
Já a transição energética beneficiou de investimentos de cerca de 267 milhões de euros em hidrogénio e gases renováveis e de 180 milhões de euros para flexibilidade da rede elétrica e armazenamento de energia.
Na descarbonização dos transportes públicos, foram alcançados 952 autocarros de zero emissões, elétricos ou a hidrogénio, superando o objetivo global de 860 veículos.
Na bioeconomia e gestão de resíduos, foram apoiados "projetos destinados ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos nos setores do têxtil e vestuário, calçado e resina natural, bem como investimentos na reciclagem e valorização de resíduos" e "igualmente concretizadas reformas estruturais, entre as quais o novo Regime Geral de Gestão de Resíduos e a revisão da Estratégia Nacional para as Compras Públicas Ecológicas".
No que concerne à economia azul, foi concretizada a Rede de Polos Azuis, com a construção dos polos “Smart Ocean” de Peniche, Leixões I e Algarve, a renovação do polo de Aveiro e a aquisição de equipamentos para diferentes polos e entidades ligados à economia do mar.
“O PRR permitiu acelerar uma transformação estrutural do país. Temos casas e edifícios mais eficientes, menos perdas de água, transportes públicos mais limpos e novos investimentos em gases renováveis e armazenamento de energia. Cumprimos as metas, mas o trabalho não termina aqui. Estes investimentos criaram uma base que queremos continuar a reforçar nos próximos anos”, frisou a ministra.
