José Luís Carneiro, secretário-geral do PS
José Luís Carneiro, secretário-geral do PSESTELA SILVA/LUSA

Líder do PS crítica ausência de Montenegro para assistir ao Mundial com país em alerta por causa dos incêndios

Em declarações aos jornalistas, no Funchal, José Luís Carneiro disse que esperava que Luís Montenegro "tivesse os pés no país".
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O secretário-geral do PS considerou esta segunda-feira, 6 de julho, incompreensível que o primeiro-ministro esteja fora do país para assistir ao Mundial de futebol numa altura em que o continente português se encontra em situação de alerta devido aos incêndios.

Em declarações aos jornalistas, no Funchal, sobre a situação dos exames nacionais, José Luís Carneiro disse que esperava que Luís Montenegro "tivesse os pés no país”, acrescentando que é também “incompreensível que, numa altura em que o Estado decretou a situação de alerta” esteja “fora do país para assistir ao futebol”.

O socialista falava à margem de uma visita a Estação de Biologia Marinha do Funchal, no âmbito de uma deslocação de dois dias à região autónoma, dedicada ao tema do mar.

Na quinta-feira, o Governo declarou situação de alerta, das 00:00 de sexta-feira às 23:59 de segunda-feira, devido à previsão de altas temperaturas e ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais".

No sábado, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse que o estado de alerta em Portugal deverá ser mantido esta semana, já que os próximos dias vão continuar a ser de muito calor.

José Luís Carneiro referiu que, em 2022, o então primeiro-ministro socialista, António Costa, e o na altura Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cancelaram uma deslocação oficial a Moçambique numa altura crítica de incêndios.

O secretário-geral do PS acrescentou que “não apenas é grave não estar cá na altura em que o país está em situação de alerta, como é grave também que o primeiro-ministro não tenha uma palavra, um pedido de desculpas às famílias e, tão importante como o pedido de desculpas, explicar às famílias o que é que está a ser feito para garantir a confiabilidade e a segurança nos termos em que os alunos são avaliados para efeito de candidatura ao ensino superior”.

Questionado se admite viabilizar a comissão parlamentar de inquérito proposta pelo BE, o dirigente socialista disse esperar que o Governo possa dar, primeiro, uma explicação válida e transmitir uma mensagem de tranquilidade às famílias.

Caso isso aconteça, acrescentou, a comissão de inquérito “não será necessária”, ressalvando, porém, que caso não se verifique, o partido vai ponderar a questão.

Hoje de manhã, o PSD manifestou-se disponível para viabilizar audições parlamentares sobre os problemas nos exames nacionais, incluindo a do ministro da Educação, mas dizendo não se rever “na lógica de fazer política” do BE que pediu um comissão de inquérito.

Na sexta-feira, o Ministério da Educação anunciou que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.

Segundo a tutela, as candidaturas ao ensino superior deverão manter-se inalteradas, ou seja, arrancam a 20 de julho.

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