O PAN perdeu cerca de 30 mil votos. Passou de 1,95%, em 2024, para 1,38% em 2025. Mas o peso parlamentar manteve-se. Que sinal é que sente que a democracia tem estado a dar ao PAN?Independentemente dos resultados, aquilo que temos sentido é que os sucessivos atos eleitorais têm causado uma erosão no eleitorado, porque não só há muitas vezes um apelo a um voto útil que se traduz numa não votação em alguns partidos mais pequenos, como é o caso do PAN. Não significa que as pessoas tenham deixado de acreditar ou de se rever nas causas que nós representamos, há sim um movimento global, neste momento, ao qual também não podemos ser alheios nem indiferentes, que tem levado a uma extremização de determinado tipo de posições, é uma polarização que Portugal talvez não estivesse habituado, pelo menos não desde o 25 de abril. E, nesse sentido, temos acompanhado também o que tem acontecido com partidos irmãos noutros países da União Europeia, que têm passado também pelas mesmas dores de crescimento e de decrescimento. Aquilo que, acima de tudo, para nós é mais importante é conseguirmos, de facto, fazer avançar as propostas e as causas que representamos na Assembleia da República, porque as pessoas continuando a acreditar e tendo esperança que conseguimos ter não só políticas para os mais jovens, que muitas das vezes só o PAN traz até mesmo a debate, como é o caso do combate à crise climática, ou até mesmo o aumento do custo de vida para as famílias numa dimensão que não deixa, por exemplo, os animais para trás, ou até mesmo a violência doméstica, que quando todos os partidos iam atrás da extrema-direita para, de alguma forma, pôr o grande mal do país na imigração, o PAN foi das poucas forças a focar a sua preocupação num dos grandes temas da insegurança nacional, que é a violência doméstica, e isso demonstra que há um trabalho por cumprir aqui no Parlamento ao qual só o PAN tem procurado dar resposta.Com o Parlamento polarizado e considerando que nunca assumiu uma facção – portanto, o PAN não é de esquerda nem é de direita –, isso ajuda ou dificulta a aprovação de iniciativas no Parlamento? Neste último Congresso [em dezembro de 2025], e também no anterior, esta direção já tinha lançado o desafio de que é fundamental o PAN poder deixar bastante claro para o eleitorado o seu posicionamento ideológico, porque apesar de não sermos um partido na expressão tradicional nem de esquerda nem de direita, a verdade é que temos propostas, do ponto de vista quer económico quer social, que se reveem mais no espectro do centro-esquerda ou no centro de progresso. E sendo nós uma força política progressista, em que procuramos aliar a justiça social e ambiental não só a este progresso, mas também a uma visão de sociedade promotora do bem-estar, da empatia, é evidente que as pessoas têm que saber no que é que estão a votar e em que força política estão a votar. Há uma clara vantagem que nós sentimos, é que quando estamos a discutir a habitação para os jovens, não caímos naquele erro dogmático da esquerda que só discute propostas para o arrendamento. Também não caímos no mesmo erro que muitas vezes cai à direita, que é só olhar para a propriedade privada. E o PAN nesse sentido tem sido aqui o fiel da balança muitas das vezes, com propostas, seja para a dedução, por exemplo, das despesas do crédito de habitação, como já aconteceu no Orçamento do Estado, que inclusivamente beneficiou as famílias e que foi uma conquista do PAN, majorando essas despesas e garantindo que assim podemos estar a chegar a mais famílias, porque não temos preconceito ideológico em relação a algumas matérias. Depois, por outro lado, também nos tem permitido tentar dialogar com os diferentes governos, sejam eles de esquerda ou de direita, claro que está com linhas vermelhas. Elas existem sempre, como é evidente, mas que nos têm conseguido de alguma forma garantir avanços e desde logo no início desta legislatura, com propostas muito importantes, como é o pacote que está aqui a ser trabalhado da violência doméstica, para consagrarmos não só maior proteção às vítimas, mas também às crianças órfãos da violência doméstica, ou até mesmo às pessoas idosas em matéria de indignidade sucessória, e isso tem-se devido de facto à circunstância de o PAN ter essa flexibilidade, que não significa uma ausência de ideologia, muito pelo contrário, nós costumamos dizer que de facto a ecologia é a nossa ideologia, que sendo um partido ecologista temos esta responsabilidade de olhar de uma forma até para a economia mais responsável, para garantirmos, não que estamos contra as empresas, mas sim que estamos ao lado das empresas na transição que temos que fazer, e o contexto até político internacional que vivemos, com as guerras, com a crise climática, vem demonstrar isso mesmo: a importância de partidos como o PAN, que querem apostar na soberania nacional, também em matéria energética, e no caso português, com energia limpa, e portanto com a transição para as renováveis, que é um passo fundamental e que a Europa agora está a dar.. Não sente que o país se lembra mais do PAN quando se fala de touradas do que na defesa do SNS, por exemplo, ou da violência doméstica, que é uma das grandes bandeiras do partido?Há uma clara lacuna nas políticas públicas que se prendem com o bem-estar animal. É normal que as pessoas sintam uma grande insatisfação. Eu tenho estado no terreno, tenho acompanhado as dificuldades das associações, das famílias, e muitas vezes pessoas que estão em situação de vulnerabilidade são as primeiras a procurar-nos porque querem ter uma resposta para ajudar os animais que estão a seu cargo ou até mesmo que estão nas associações. Por isso é natural que se lembrem de um partido como o PAN, que tem na sua génese de fundação a causa animal, mas que trabalha efetivamente desta forma, dessa dimensão para os três pilares que formam o seu nome e a sua representação. Agora, no que diz respeito aos animais, é evidente que nós temos ainda um caminho para fazer, porque este ano nós conseguimos aprovar uma iniciativa muito importante, que foi garantir que os mecanismos de apoio que existem nas tempestades também abrangem as associações de proteção animal, e conseguimos fazê-lo até de uma forma transversal, portanto ela não se cinge ao momento agora destas medidas temporárias, mas sim opera até para o futuro porque mudámos a lei nesse sentido. Estamos a fechar também o projeto de lei em relação à proteção, à inclusão dos animais nos planos de proteção civil com o resgate animal, precisamente no ano em que se faz seis anos que morreram mais de 90 animais carbonizados em Santo Tirso. Eu acho que todos estes fenómenos que levam com que as pessoas se lembrem do PAN, no que diz respeito à causa animal, prendem-se também com esta importância que os animais têm hoje na sociedade, que não fica indiferente ao maltrato animal e aqui não apenas na questão das touradas. Mais metade dos lares portugueses têm animais de companhia e não querem nem vê-los maltratados nem abandonados, como também é normal que tenham também uma preocupação, quando vimos a inflação disparar e o cabaz alimentar ultrapassar preços históricos de 260 euros por mês, é normal que as pessoas também pensem que dentro deste cabaz está a alimentação dos animais, que é hoje taxada como um serviço de luxo, quando é um bem de primeira necessidade. Depois, por outro lado, o mesmo na saúde animal e, por isso, vimos com alguma naturalidade que as pessoas se revejam no PAN nesta nossa atuação, bem sabendo que ela não se cinge nos animais. Somos orgulhosamente animalistas, não temos qualquer preconceito com isso, mas a verdade é que se queremos construir uma sociedade de maior empatia com os animais, também temos de trabalhar com e para as pessoas e, claro está, para este grande ecossistema que é o planeta, que nos acolhe a todos, pessoas e animais, e que precisa também de políticas mais responsáveis do ponto de vista ambiental, sob pena de não termos uma casa comum, habitável e saudável para todos..Recusa-se a atacar o modelo de capitalismo tradicional. É possível travar a crise climática sem beliscar os interesses das grandes empresas?Nós olhamos para aquilo que são os indicadores da economia verde, até as recomendações da Organização Internacional do Trabalho, e todos eles apontam num sentido. Se apostássemos numa maior competitividade da economia verde, isso seria positivo para o país em matéria de igualdade de género, porque as políticas ambientais e a economia verde é uma das promotoras da igualdade de género também. Há já vários estudos que indiciam isso. Também em relação à criação de postos de trabalho, estima-se que através da economia verde poderíamos criar mais de oito milhões de postos de trabalho a nível global. O grande problema aqui é que existe ainda um lóbi muito forte, em particular também das petrolíferas, em relação ao combustível fóssil, que tem dificultado a transição dos países nessa dimensão. Aliás, vimos isso no apagão, colocaram logo as unhas de fora para tentar de alguma maneira reverter a transição energética no que diz respeito aos modos de produção com as renováveis, mas nós não temos de facto, e por isso é que não somos um partido tradicionalmente de uma esquerda mais radical, mas sim de um centro de esquerda que efetivamente procura com responsabilidade garantir que estamos ao lado das empresas, porque se olhamos para Portugal, o tecido empresarial português é sobretudo as micro, pequenas e médias empresas, não são as grandes empresas. Estamos a falar de uma exceção e por isso é que o PAN não só tem proposto taxar, por exemplo, as margens de lucro, quando vimos ainda agora os preços escalarem com a inflação promovida pela invasão não só da Rússia à Ucrânia, mais tarde depois com a Palestina, ou até mesmo agora com Trump e o Irão, é evidente que temos que ter medidas que travem e que de alguma forma controlem os preços, também taxar os lucros extraordinários, mas temos que olhar para aquela que é a realidade do tecido empresarial português, nós não podemos ignorar que o nosso tecido empresarial não são sobretudo as grandes empresas com grandes margens de lucro, não são as grandes petrolíferas. Aliás, mesmo em relação à agricultura. Quando o PAN fala em modelos de agricultura mais sustentáveis, temos a noção que estamos a falar sobretudo para os pequenos e médios produtores e não para grandes empresas que também vêm explorar os nossos recursos e por isso é que até algumas medidas do ponto de vista ambiental que atingem sobretudo as grandes empresas não estão a atingir os nossos produtores, não estão a atingir as nossas empresas, mas sim capital estrangeiro que vem para cá de alguma forma por até em causa da capacidade competitiva do país e nesse sentido acreditamos que há muito mais a fazer, mas que não tem havido a visão estratégica por parte de sucessivos governos em fazê-lo e as tempestades que atingiram recentemente Portugal demonstram isso mesmo. Não somos um país que esteja adaptado aos grandes eventos climáticos extremos, não somos um país que tenha investido, como o PAN defendeu, por exemplo, cada cêntimo para a defesa na preparação das nossas infraestruturas essenciais, seja nas comunicações, na ferrovia, até mesmo na proteção do território e da erosão da orla costeira, não olhamos com seriedade também para as políticas de habitação naquilo que é a dimensão das alterações climáticas, e por isso temos corrido um pouco contra o prejuízo, mas por culpa de sucessivos governos que não estão a proteger as pessoas e, portanto, diabolizarmos apenas uma dimensão do problema não nos parece que dê a resposta no seu todo que o país precisa e que merece. O que é que a preocupa mais nesta configuração parlamentar?Preocupa-nos de facto que neste momento haja uma política de soundbite em que as prioridades legislativas e governativas têm sido a lei das burcas, a imigração ou até mesmo as bandeiras LGBTI, e erguem-se muros e fronteiras onde antes havia a tolerância e a inclusão, e num momento em que o país precisava que estivéssemos a discutir as reformas que são necessárias para terem respostas no direito à habitação, para não termos famílias que trabalham e não conseguem pagar casa, famílias que são despejadas com as suas crianças e com os seus animais de companhia porque não têm para onde ir mesmo trabalhando ou até mesmo na dimensão da saúde. Temos um SNS que está neste momento absolutamente esgotado e que precisa de ter respostas e de investimento, sobretudo na dimensão da prevenção, tal qual como até o próprio Presidente da República já veio até apelar ao criar o grupo de trabalho que o PAN também integra e cujos contributos também já deu, que passam muito nesta dimensão da prevenção e de olharmos até para o conceito de uma só saúde, de uma perspectiva da saúde humana, a saúde do planeta e a saúde dos animais e não apenas no combate à doença porque aí já estamos a ir atrás do prejuízo, e tudo isto são matérias que não estão a ser debatidas de forma séria no Parlamento. E depois noutras dimensões, é porque se os grandes maus do país se tornaram a imigração, não estamos de facto a falar aqui de políticas essenciais para o combate à discriminação, ao racismo, ao ódio, até mesmo à violência doméstica, aos crimes de violação que também aumentaram e claro está, causas que dizem tanto ao PAN como a causa animal acabam por ficar muitas das vezes deixadas para segundo plano e temos assistido a muitos retrocessos nesta área pela mão deste governo, inclusivamente não apenas com a passagem das competências do ICNF para a DGAV, mas também com a tutela do Ministério da Agricultura que não faz qualquer sentido ser o Ministro da Agricultura a ter estas competências quando devia estar num ambiente, tal como estava anteriormente, com políticas mais vocacionadas para a empatia e para o respeito para com os animais e por isso tem sido muito difícil esta composição parlamentar, apesar de ser deputada única, de já ter tido um grupo parlamentar e de ter de alguma forma experienciado diferentes governos mas também diferentes composições parlamentares, hoje o debate está muito mais infantilizado na Assembleia da República, está muito mais pobre do ponto de vista até do seu conteúdo porque vivemos aqui num momento do soundbite de ver quem é que grita mais alto para ter mais likes nas redes sociais e acima de tudo perde o país que fica de alguma forma silenciado no meio de tanta vozeria que tantas vezes ouvimos no Parlamento.. Sente-se descansada por António José Seguro estar em Belém neste momento, mesmo tendo em conta que promulgou a lei da nacionalidade?O PAN apoiou este Presidente, ou seja, temos a percepção de que foi eleito com uma clara expressão da maioria dos portugueses, com mais de três milhões de votos, que é em contraposição ao candidato da extrema-direita, que de facto consistiria num grave retrocesso do ponto de vista daquilo que são as políticas e os poderes presidenciais. E é evidente que é uma garantia de um mecanismo travão – não significa que seja a única cartada que os partidos podem ter em cima da mesa do ponto de vista da fiscalização, da constitucionalidade, mas também de alguns processos que sabemos que são mais complexos, porque também há um papel que cabe aos partidos e que podem fazê-lo pedindo essa mesma fiscalização. E, como é evidente, o ónus não pode estar apenas no Presidente da República, mas parece-me que António José Seguro tem feito um trabalho positivo de proximidade no início e no arranque do seu mandato. O grupo que criou da Saúde é um exemplo disso mesmo e inclusivamente é um sinal, claro, da oposição a Luís Montenegro, que deve estar atento, porque quando tem um Presidente da República que está a fazer aquilo que o Governo não tem feito, que é dialogar e trabalhar com as diferentes forças políticas, é porque alguma coisa de facto está mal no Governo, e temos já dito isto várias vezes a Luís Montenegro. É porque o primeiro-ministro não pode estar de costas voltadas para todas as forças políticas. E já tivemos um Governo de maioria absoluta que ainda assim dialogava e, portanto, não é uma desculpa ser um Governo para não se dialogar com a atual composição parlamentar. É evidente que haverá momentos em que o Presidente será um elemento-chave para assegurar que os direitos, liberdades e garantias dos nossos concidadãos são salvaguardados, no entanto, deverá saber usá-lo com mestria para que não desgaste também a sua função ou não cairmos em extremos, como o país já viveu, de ter sucessivas dissoluções da Assembleia da República que também não nos conduziram a lado nenhum. Nesta configuração parlamentar, que já disse que tem sido adversa para que o PAN consiga aprovar iniciativas, qual foi a sua maior conquista? Eu acho que nos orgulha bastante este pacote que estamos a trabalhar da violência doméstica. Foi a primeira iniciativa a dar entrada na Assembleia da República. Ela, de alguma forma, transforma diferentes dimensões e, por isso mesmo, num país onde nós temos mais de 30 mil denúncias todos os anos de violência doméstica, onde, inclusivamente, o crime de violação tem aumentado, inclusive é contra menores. E temos, de facto, aqui uma realidade muito difícil de partilhas não consentidas nas redes sociais, nas plataformas como o Discord, o Telegram. É fundamental que, de uma vez por todas, a Assembleia mude a lei, proteja mais as vítimas de forma mais eficaz, incluindo as mais vulneráveis, como as crianças. Depois, por outro lado, estamos também com aprovações muito importantes, como é o caso do plano de resgate animal e os apoios que têm sido dados às associações. Elas são fundamentais e estas aprovações cumprem um objetivo primordial do PAN, que é estar a trabalhar com e para a causa animal. Agora, é muito frustrante – mas é o outro lado –, sobretudo na parte ambiental, as rejeições que aqui têm lugar no Parlamento. O PAN já foi um canal preferencial do voto jovem e de protesto, mas perdeu essa atração para as forças populistas. Onde é que o Partido falhou? Temos de olhar sempre como processo de aprendizagem, não de falhanço, porque temos a consciência de que termos mantido a representação no contexto internacional que o mundo vive, é de facto muito importante e tem sido um sinal muito claro de que os portugueses continuam a querer o PAN no Parlamento. Por isso mesmo, aquilo que nos deve convocar é para a responsabilidade de estarmos próximos dos jovens, porque neste momento o voto é um voto muito menos tradicional do ponto de vista até clubístico. Se calhar, há uns anos tínhamos pessoas que eram do mesmo partido a vida toda e agora há uma maior flutuação, mas isso não deve servir como desculpa, evidentemente, para não estarmos próximos das pessoas, de explicarmos as medidas e o trabalho que temos feito. Recordo-me de que foi um dos motos da nossa campanha, falámos muito no facto de, mesmo como deputada únic,a ser das que mais aprovam iniciativas no Parlamento. Esta realidade não se alterou, ou seja, mesmo num contexto adverso, temos conseguido fazer avanços significativos para as causas que representamos. Aquilo que nos temos de perguntar em democracia é porque é que as pessoas não estão a votar em quem trabalha e em quem de alguma forma se reveem nas propostas. Daí haver um desafio até maior do ponto de vista democrático que se prende com os algoritmos, com os soundbites, com os cliques nas redes sociais, porque neste momento elas estão a ter uma grande influência no eleitor e temos todos que nos adaptar e perceber de que forma é que podemos então contribuir para que as pessoas estejam mais esclarecidas naquilo que é a sua participação eleitoral. Da parte daquilo que são os mecanismos que estamos a promover, estamos próximos dos territórios. Visitamos escolas – as conscelhias, as distritais, as regionais – para que efetivamente as pessoas possam ter até no cara-a-cara, no frente-a-frente a possibilidade de perceber a diferença que o PAN faz. Creio que agora haverá também aqui uma oportunidade bastante importante. O PAN pela primeira vez, através das suas coligações, vai ter a oportunidade de contribuir para os rumos de algumas autarquias, como é o caso de Coimbra, Sintra, Vila Real de Santo António, entre outras. Por isso mesmo, acho que isso também nos vai dar aqui uma responsabilidade acrescida das pessoas perceberem qual a diferença que o PAN faz nas suas vidas. Ainda este fim de semana eu estive em Coimbra, a assinar o Planted Base Treaty, que num contexto de crise climática e até das tempestades que afetaram o país, num município que foi precisamente um dos mais afetados, estarmos a assinar um tratado municipal que vai contribuir para que se promova a alimentação de base vegetal, quando uma das maiores tradições nesse concelho é a produção do arroz. Acho que também diz muito daquilo que é a importância do PAN a colaborar para as políticas municipais e acredito que isso também, a médio e longo prazo, nos vai ajudar para que as pessoas percebam que o PAN não é só propaganda, ao contrário de outras forças políticas. É sobretudo a ação, e a ação com causas que depois são aprovadas, quer no Parlamento, quer a nível municipal..Mariana Leitão: "O Governo não tem dado muitos sinais de que esteja a conseguir fazer acontecer".Paula Santos: “Governo do PSD e do CDS tem opções políticas que são absolutamente retrógradas”