Iniciativa Liberal quer que postos de combustível divulguem peso dos impostos em vez do desconto do ISP
Paulo Spranger

Iniciativa Liberal quer que postos de combustível divulguem peso dos impostos em vez do desconto do ISP

Liberais propõem ainda revogar as coimas de entre os mil euros e três mil euros previstas no decreto-lei para os postos que afixem informação falsa, incorreta ou desatualizada sobre o desconto do ISP.
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A Iniciativa Liberal (IL) apresentou esta sexta-feira, 16 de outubro, um projeto de lei para obrigar os postos de abastecimento de combustíveis a divulgar o peso dos impostos no preço final dos combustíveis, em vez da afixação do desconto no ISP determinada pelo Governo.

Os liberais propõem assim alterar o decreto-lei do Governo, publicado a 7 de outubro, que determina que a partir deste sábado os postos passem a ter de afixar, em local visível, o desconto em vigor do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).

Em sentido contrato, o partido liderado por Mariana Leitão pretende que os postos sejam obrigados a divulgar o valor dos impostos cobrados por litro de combustível e o seu respetivo peso no preço final, acompanhada da menção "Carga fiscal sobre os combustíveis", defendendo que estes são dados "mais relevantes para os consumidores".

A IL propõe ainda revogar as coimas de entre os mil euros e três mil euros previstas no decreto-lei para os postos que afixem informação falsa, incorreta ou desatualizada sobre o desconto do ISP.

Os liberais lamentam a "forma completamente imprevista e sem qualquer discussão pública" como o Governo decidiu sobre esta obrigação, classificando-a como uma "medida altamente paternalista".

"Trata-se igualmente de uma obrigação com impactos financeiros para os postos de combustíveis que, para além de terem de implementar um sistema para afixar a informação, serão punidos com coimas pela ausência desta afixação ou por se encontrar afixada informação desatualizada, no valor mínimo de 1.000 euros e valor máximo até 3.000 euros", salienta o partido.

A Iniciativa Liberal argumenta que o próprio Governo "seria incapaz de aplicar para si mesmo" o prazo de 10 dias concedido aos operadores de mercado para montar uma infraestrutura que permita a afixar a informação sobre o desconto de ISP e critica que tenha sido decretada uma obrigação sem prazo de vigência para divulgar um desconto que o próprio Governo "prontamente indica" que é uma "medida temporária, atualizada semanalmente e sujeita a flutuações positivas ou negativas".

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