A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, vai encerrar a conferência “Portugal Mais Resiliente: Um Debate sobre a Proteção Civil do Século XXI”, que o seu partido realiza esta terça-feira em Leiria, com a apresentação das reformas que os liberais defendem ser necessárias nesta área do Estado. A conferência assinala os seis meses passados desde a destruição provocada pelo comboio de tempestades que atingiu Portugal no início do ano, e em particular a tempestade Kristin, responsável por oito mortes e prejuízos multimilionários na região Centro, fazendo vítimas nos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós. E abre com uma intervenção do presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, autarca eleito pelo PS, que foi um dos críticos mais notórios do Governo, tendo a participação de figuras de várias forças políticas naquilo que a organização descreve como “uma reflexão sobre os desafios que Portugal enfrenta na prevenção, resposta e recuperação perante situações de emergência”.O grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, que ainda não conseguiu deputados por Leiria, estará representado por Jorge Miguel Teixeira no painel “Seis Meses Depois da Tempestade Kristin: Que Proteção Civil para Portugal?”, debatendo com três representantes desse círculo na Assembleia da República: Ricardo Carvalho (PSD), Rui Fernandes (Chega) e Catarina Louro (PS).A proposta de revisão da Lei de Bases da Proteção Civil da Iniciativa Liberal assenta na ideia de que o “sistema atual é demasiado reativo, centralizado e afastado do cidadão”, estando “muito desatualizado face aos riscos do século XXI”, como ficou demonstrado em acontecimentos como os incêndios de Pedrógão Grande, o apagão na rede elétrica e o comboio de tempestades.Os liberais dizem ser necessária “uma lógica preventiva e de resiliência, com avaliação permanente de riscos e uma cultura de autoproteção”, considerando que será “mais racional financeiramente e mais eficaz socialmente”. E advogam a primazia dos municípios e o fim da ambiguidade no comando das operações..Lei desenhada para um "país que já não existe". IL propõe rever bases da Proteção Civil