A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, pediu este domingo, 31 de agosto, em Porto de Mós, esclarecimentos ao Governo sobre a proposta de financiamento para 133 mil habitações, questionando para quem se destinam e em que condições.Antes da apresentação da candidatura de Marcos Ramos à Câmara de Porto de Mós, no distrito de Leiria, Mariana Leitão disse que gostaria que o primeiro-ministro Luís Montenegro esclarecesse, “quando fala em 133 mil casas, estão incluídas as 60 mil do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] ou é para acrescentar a essas 133 mil casas?”..Luís Montenegro anuncia financiamento para 133 mil casas públicas.Mariana Leitão questionou ainda a origem do investimento. “Numas contas rápidas percebe-se que 1,3 mil milhões vão ser do Banco Europeu de Investimento, e o resto através do Banco de Fomento. Mas estamos a falar de dívida contraída pelos municípios, estamos a falar de dívida do Estado Central? Quem é que vai ficar responsável por essa verba e estamos a falar de quanto em concreto”, perguntou a líder da IL.A presidente da IL constatou que a proposta de Luís Montenegro deixa ainda outras dúvidas: “para quem é que vão ser estas casas e para que efeito? São para arrendamento? São para venda a custos controlados? É para a classe média, é como se fossem apoios sociais para as pessoas, de facto, que não conseguem ter uma habitação digna”, voltou a perguntar.Para Mariana Leitão, “uma das grandes prioridades do Governo” deveria ser a “dinamização do mercado”, “desde logo do lado da construção, criando condições, baixando impostos, desburocratizando e acelerando licenciamentos”E do lado do arrendamento, “liberalizando o mercado de arrendamento para que isso crie também a confiança nos senhorios em porem as suas casas no mercado, através do descongelamento de rendas, que é um tema que se alastra há décadas e décadas e que é urgente também resolver”.O presidente do PSD e primeiro-ministro anunciou hoje mais investimento para habitação acessível. Como primeira medida, anunciou que na próxima quinta-feira vai ser assinada com o Banco Europeu de Investimento uma linha de crédito de mais 1.300 milhões de euros para o domínio da habitação acessível.Confrontada com a posição de Luís Montenegro, que não negociará com base em ultimatos ou linhas vermelha o Orçamento do Estado, Mariana Leitão adiantou que pretende esperar para “ver qual é o nível de ambição que o Governo vai ter, nomeadamente quanto à descida de impostos, que é fundamental para aliviar as famílias e as empresas, mas também ao nível da reforma do Estado”, que “é essencial e tem de ser feita”.A líder da IL defende um Estado mais ágil, mais eficiente e que não represente a despesa que representa, sem que isso tenha o devido retorno para as pessoas”.Presente em Porto de Mós, para o lançamento dos candidatos às autárquicas daquele concelho, Marina Leitão assumiu que nas eleições de 2025, a implantação da IL em todo o território nacional é “cada vez maior.“Temos muito mais candidaturas do que tínhamos há quatro anos” e “isso é um extraordinário sinal do crescimento da Iniciativa Liberal e da forma como esse crescimento também se traduz em políticas públicas, ao nível dos municípios, em prol da qualidade de vida”, sublinhou.A líder da IL disse que o objetivo é eleger número “máximo de pessoas possível, em todos os municípios” onde concorre, “para que no futuro as pessoas sintam a diferença do que é viver num município gerido de forma transparente, de forma eficiente, com foco na resolução dos problemas de facto das pessoas”. .PCP quer “choque salarial” com aumento geral de 15% e 1% do PIB para habitação