Fabian Figueiredo regressou no início do ano ao Parlamento, depois de Mariana Mortágua ter anunciado a saída do cargo de coordenadora, abandonando ainda o lugar de deputada. Foi Andreia Galvão, número 3 por Lisboa, a assumir o mandato quando a ex-coordenadora seguiu na Flotilha para Gaza e, agora, é o dirigente do Bloco de Esquerda que avança para a sua terceira legislatura, enfrentando o primeiro desafio a solo, diante de uma direita dominadora na Assembleia. Ao DN, em exclusivo, fala do caminho que terá pela frente. “Tenho 37 anos e não consigo dizer agora que isto é a batalha mais difícil da minha vida, mas posso garantir que me dedico a esta tarefa como se fosse a batalha mais difícil da minha vida. Com todo o empenho, com tudo o que sei e com toda a disponibilidade. A esquerda, nesta fase, tem de ouvir, aprender e fazer melhor. É com essa humildade, com essa determinação e esforço que estarei todos os dias na Assembleia da República”, perspetiva Fabian Figueiredo, número dois por Lisboa nas últimas Legislativas e agora o deputado parlamentar único de um partido que tem o coordenador à distância. José Manuel Pureza tem já dois meses de liderança e, ao DN, traçou metas de fazer pontes e trabalhar pelas principais causas no país, como a Saúde e uma lei laboral justa (ver mais aqui). Fabian Figueiredo não vê problemas no facto de o coordenador não estar, atualmente, no Parlamento. “Trabalho com o José Manuel Pureza há 20 anos. Estou muito habituado a trabalhar com ele. É um gosto imenso e, creio eu, continuaremos a fazê-lo por muitos e muitos anos”, declarou o parlamentar, pertença há muito do grupo associativo de jovens do Bloco de Esquerda, vincando estar “empenhado na frente parlamentar, na oposição”, mas também em “apoios parlamentares para trazer soluções para os principais problemas do país.”Diz, inclusivamente, que é um trabalho coletivo, o que leva para a Assembleia da República. “O trabalho parlamentar depende de muito pensamento coletivo. Tenho diariamente conversas com José Manuel Pureza. O trabalho parlamentar não exprime a vontade de um só deputado. É diariamente o resultado da articulação de muitas vontades, de muitas cabeças. É assim que nós trabalhamos no Bloco de Esquerda. Pensamos melhor quando pensamos em grupo”, asseverou. Na sexta-feira, o partido acompanhará com especial atenção no Parlamento um projeto de lei subscrito por cidadãos para o alargamento da licença parental inicial. Depois, em plenário, o Bloco leva a votos uma proposta para a redução do IVA no fornecimento de garrafas de gás butano e propano. Existem, nesse sentido, oito propostas associadas ao tema, quatro delas centradas na redução do imposto de compra para o consumidor..José Manuel Pureza: “Mariana Mortágua não deixou de afirmar que houve um demasiado centralismo no Bloco”.Bloco de Esquerda. Marisa Matias confirma que Fabian Figueiredo assume lugar parlamentar.Presidenciais. Livre, Bloco e PCP juntos não passam dos 5%, mas vincam importância na definição da agenda