A votação direta para escolher o secretário-geral do PS termina este sábado, dia 14 de março, e, enquanto candidato único, José Luís Carneiro tem a sua reeleição garantida, estando marcado para o final do mês o congresso da consagração.Depois de ter assumido a liderança do PS de forma intercalar para concluir o mandato do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos, José Luís Carneiro foi de novo a votos sozinho e sem oposição nas eleições para secretário-geral do PS.Depois da maioria das federações terem ido a votos na sexta-feira, este sábado faltam votar apenas seis estruturas, estando previsto para depois do fecho das urnas o anúncio dos resultados.A federação do PS/Porto é uma das quais os militantes votam este sábado, sendo um deles precisamente o secretário-geral do PS, que irá às urnas em Baião, pelas 15h30, seguindo depois para Lisboa, para a sede do PS, para um declaração depois de conhecidos os resultados finais.Em 2025, quando votaram cerca de 18 mil socialistas, Carneiro, também candidato único, foi eleito com 95,4% (17.434), tendo havido 701 brancos e 128 nulos, numa eleição com uma taxa de participação de 48,9%.Nas eleições destes dois dias, segundo fonte oficial do partido, são 39.487 os militantes que compõem o universo eleitoral e que podem votar, um aumento de cerca de cinco mil em relação às últimas diretas de junho de 2025.Além de votar para a liderança, os militantes do PS estão a eleger os delegados ao XXV Congresso Nacional agendado para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.Vai também ser escolhida a nova presidente nacional das Mulheres Socialistas, lugar que deixará de ser ocupado por Elza Pais ao fim de uma década e à qual se candidatam a dirigente do PS La Sallette Marques e a antiga deputada Carla Eliana Tavares.Apesar de ser ter apresentado sozinho a votos, Carneiro fez um roteiro por todo o país para ouvir forças vivas e militantes do PS, num total de 37 sessões que, segundo as contas adiantas à Lusa por fonte oficial do PS, fez com que o líder socialista percorresse cerca de 7500 quilómetros e tivesse tido quase 80 horas de “escuta ativa”.De acordo com as mesmas contas, foram cerca de três mil os participantes nessas sessões.No final de fevereiro, quando apresentou a candidatura, José Luís Carneiro, defendeu que cumpriu “com zelo” a missão de dirigir o PS quando o “declínio parecia irreversível” e que uniu o partido, considerando inaceitáveis posições de “colocar uns contra os outros”.Na moção global de estratégia com que se apresenta, intitulada “Contamos todos”, Carneiro assegura que os socialistas não procuram “eleições legislativas antecipadas”, mas têm “que estar preparados para estar à altura de todas as responsabilidades”.Com o objetivo de “afirmar e modernizar” o PS, o recandidato à liderança do PS propõe a criação de um Código de Ética dos militantes e eleitos socialistas, de uma Comissão de Ética e de um canal de denúncias interno.O candidato único tem recusado que essa condição seja uma fragilidade e, o presidente do PS, Carlos César, até considerou que o facto de não ter opositor nesta disputa é sinal do reconhecimento da qualidade da liderança de Carneiro.Carneiro referiu que as prioridades da sua moção estratégica são muito claras. "Habitação, saúde, salários, uma economia que incorpora um choque de tecnologia e que se baseia numa nova política fiscal para garantirmos melhores remunerações, tendo a ambição que até 2035 sejamos capazes de ter salários médios em Portugal equiparáveis aos salários médios europeus", resumiu. .Prata Roque falha eleição como delegado para o congresso.PS vai abrir discussão à limitação de mandatos do presidente do partido