Construção da Alta Velocidade em Portugal arranca esta segunda-feira
Os trabalhos de construção do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade (LAV) Porto-Lisboa, que ligará Porto/Campanhã a Oiã, iniciam-se esta segunda-feira, 12 de outubro, anunciou o Governo. O arranque da obra, gerida pela Infraestruturas de Portugal (IP) e executada pelo consórcio AVAN Norte, é assinalado através de uma sessão pública no estaleiro localizado em Aveiro.
Este troço inicial, com 71 quilómetros de extensão, corresponde ao lote A da primeira fase da linha e prevê a edificação de uma "nova ponte rodoferroviária sobre o Douro", segundo nota do Executivo enviada às redações.
A empreitada abrange ainda a "ampliação e reformulação da Estação Intermodal de Porto-Campanhã e uma nova Estação de Vila Nova de Gaia-Santo Ovídio". A concretização desta infraestrutura ferroviária permitirá realizar a viagem entre Porto e Lisboa com uma "duração de cerca de 1h15", pode ainda ler-se.
O contrato de concessão, estruturado em formato de Parceria Público-Privada (PPP), foi formalizado a 29 de julho de 2025 e "terá um custo a rondar os dois mil milhões de euros". A obra é fortemente suportada por fundos comunitários, contando com "875 milhões de euros de financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de 480 milhões de euros do Mecanismo Interligar a Europa", de acordo com o comunicado.
A nova linha ferroviária é considerada "decisiva para a estratégia aeroportuária nacional", desenhada para servir o Novo Aeroporto de Lisboa, e representa um passo central para a futura ligação ibérica, que tem como objetivo unir Lisboa e Madrid em "cerca de 3 horas" até 2034.
O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, classifica as linhas de alta velocidade e o novo aeroporto como "as maiores obras que o país levará a cabo neste século".
O governante realça o "forte consenso nacional" em torno do investimento na ferrovia, considerando-o um "grande sinal de maturidade democrática". O investimento avança em alinhamento com as metas ambientais do "EU Green Deal e do Acordo de Paris" e com o desígnio da Comissão Europeia de "duplicar o tráfego ferroviário de passageiros".

