O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira
O secretário-geral da CGTP, Tiago OliveiraJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

CGTP confirma: nova greve geral convocada para 3 de junho

Secretário-geral da central sindical aproveita o 1.º de maio para anunciar nova greve geral contra o pacote laboral. UGT não exclui nenhuma forma de luta, mas espera pela reunião da concertação social
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A CGTP, através do seu secretário-geral, Tiago Oliveira, convocou esta sexta-feira (1 de maio), quando se assinala o Dia do Trabalhador, uma greve geral para 03 de junho.

“A CGTP vai convocar hoje, no 1.º de Maio, todos os trabalhadores para aderirem a uma grande greve geral no próximo dia 03 de junho”, declarou Tiago Oliveira em entrevista à RTP Notícias.

“Vamos realizar uma grande greve geral. Vamos continuar a trilhar este caminho de denúncia, mas também de luta por uma vida melhor. Vamos continuar a trilhar este caminho de exigência da retirada do pacote laboral e que comecemos a discutir, isso sim, questões que permitam aos trabalhadores sair das circunstâncias que hoje se encontram”, declarou ainda o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses.

O líder da CGTP estava a referir-se ao pacote laboral que o Governo pretende apresentar ao parlamento para introduzir mudanças na Lei do Trabalho.

“É sempre importante o dia 01 de Maio. É um momento de festa e de comemoração, mas é um momento de luta”, afirmou Oliveira.

Segundo o secretário-geral da CGTP, o sindicato tem denunciado as grandes dificuldades que os trabalhadores estão a enfrentar atualmente.

“Aquilo que estamos a viver não corresponde ao que o Governo coloca na retórica pública”, disse o secretário-geral da CGTP, referindo que as propostas governamentais só aumentarão, por exemplo, a precariedade no trabalho.

“Em relação ao pacote laboral, passaram-se nove meses desde o início daquilo que foi apresentado ao país e aos trabalhadores e que conduziu à greve geral de 11 de dezembro. Nada mudou, está tudo lá”, nomeadamente a precariedade no trabalho, a facilitação no despedimento, o 'outsourcing', o banco de horas, dificultar a atuação dos sindicatos e o ataque ao direito à greve.

“Tem tudo sido uma encenação, uma telenovela”, afirmou Oliveira, lembrando que os trabalhadores já rejeitaram o pacote laboral.

Em entrevista também à RTP Notícias, o secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Mário Mourão, declarou que não pensaram ainda sobre a realização de uma greve geral, pois ainda estão num período de negociações com o Governo.

A UGT tem negociado o pacote laboral com o Governo, ao contrário da CGTP que está afastada do processo, mas, segundo este último, por culpa do Executivo.

“Tenho uma reunião no dia 07 na concertação social. Portanto, a seu tempo, nós analisaremos quais são as respostas que temos de dar relativamente ao processo de negociação que está em curso sobre o projeto do Governo”, afirmou Mourão.

“Neste momento, não está excluída nenhuma forma de luta da UGT. Ainda não é o momento de fazer o anúncio de qualquer iniciativa de resposta a este pacote laboral”, afirmou o líder da UGT, referindo que, mesmo que o sindicato não chegue a acordo com o Governo, continuara a realizar o seu trabalho no parlamento, para onde será enviado o projeto governamental.

“Estamos muito longe de chegar a um acordo” face às propostas apresentadas pelo Governo, indicou Mourão.

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