O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, lembrou no seu discurso a necessidade da "devoção" à República para garantir que ela não morre, comparando com as lições da República romana.
"Há uma reflexão, escrita há quase trezentos anos, sobre homens como Catão, Bruto e Cássio", afirmou o autarca, explicando que "o amor por aquilo que somos pode levar-nos a sacrificar a própria vida"
"Os romanos de que vos falei não quiseram sobreviver à sua República. Nós arriscamo-nos a deixá-la enfraquecer sem sequer dar por isso", afirmou Moedas, avisando que os "sinais do afastamento" são "o partidarismo cego, o discurso radical, a cultura da impunidade".
Moedas faz a ponte com o que ocorreu em 1926, com o golpe que acabou com a Primeira República e instaurou a ditadura de cinquenta anos.
"Em dezasseis anos, a Primeira República teve quarenta e cinco governos. A instabilidade desgastou-a. Desiludiu muitos dos que nela tinham acreditado", acrescentou.