Hospital de Portimão
Hospital de PortimãoReprodução

Carneiro exige explicações a Montenegro sobre mortes no Hospital de Portimão e critica ausência do Governo

Secretário-geral do PS diz que o primeiro-ministro tem o dever de esclarecer os dois casos de utentes que terão morrido sem assistência médica e acusa a ministra da Saúde de "há muito estar ausente".
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José Luís Carneiro exigiu este sábado (7) explicações públicas ao primeiro-ministro sobre as duas mortes de utentes no Hospital de Portimão, alegadamente antes de receberem assistência médica, e criticou a ausência de respostas do Governo perante a situação. “O Primeiro-Ministro tem o dever de explicar publicamente o que é que se passou para termos tido duas mortes por falta de assistência médica naquele hospital de Portimão”, afirmou o secretário-geral do PS, à margem da convenção autárquica socialista, em Gaia.

Carneiro revelou ter recebido do presidente da Câmara de Portimão, Álvaro Bila, informações “muito preocupantes” sobre o funcionamento das urgências, nomeadamente a falta de médicos e os tempos de espera dos doentes. “As pessoas esperam horas e horas por assistência médica e temos a notícia de duas mortes para as quais é preciso uma explicação que é devida às famílias e é devida a todos aqueles que no Algarve se servem do hospital de Portimão”, afirmou.

O líder socialista sublinhou a importância daquela unidade hospitalar para a região, lembrando que serve populações de vários municípios algarvios, e defendeu que sejam “esclarecidas as circunstâncias dos casos e as condições em que está a ser prestada assistência aos utentes”.

Questionado sobre a ausência da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, perante a situação, Carneiro apontou responsabilidades maiores ao primeiro-ministro. “Estranho a ausência do Governo, o Primeiro-Ministro em primeiro lugar. O Primeiro-Ministro é que tem que responder àquilo que são as prioridades políticas do Governo”, criticou o secretário-geral do PS, acrescentando, sobre Ana Paula Martins, que “a Ministra da Saúde já há muito que está ausente daquilo que são as necessidades do Ministério da Saúde”.

Em comunicado na sexta-feira, o autarca de Portimão, Álvaro Bila, pediu respostas urgentes à Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve e ao ministério da Saúde sobre a morte de duas pessoas nas urgências do Hospital de Portimão, antes de chegarem a ser atendidas.

Sobre uma delas, a de um homem de 87 anos que morreu após dez horas de espera, a ULS do Algarve e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde anunciaram a abertura de inquéritos para apurar as circunstâncias da morte.

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