José Luís Carneiro e Luís Montenegro já reuniram anteriormente para falar das alterações à lei laboral.
José Luís Carneiro e Luís Montenegro já reuniram anteriormente para falar das alterações à lei laboral.Foto: Reinaldo Rodrigues

Carneiro disponível para cooperar com Montenegro em políticas de crescimento económico

Secretário-geral do Partido Socialista apresentará esta quinta-feira ideias para aumentar a competitividade económica do país, mantendo a recusa em viabilizar a reforma da Lei do Trabalho.
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O Partido Socialista está irredutível quanto à Lei do Trabalho e não viabilizará qualquer proposta que venha do Parlamento depois do falhanço nas negociações com as centrais sindicais da Concertação Social. A menos de uma semana da Greve Geral de 3 de junho, convocada pela CGTP, o plano do PS é mostrar-se disponível para cooperar com políticas de crescimento económico para o país, aumentar a exportação e competitividade do tecido empresarial, mas sem mexer na Lei do Trabalho.

Sabe o DN que José Luís Carneiro convocou uma conferência de Imprensa para esta quinta-feira, às 18h00, no Largo do Rato, em que incidirá na disponibilidade para dar a mão ao Governo e viabilizar propostas de matéria económica capazes de suscitar um determinado consenso na sociedade. Para o PS é fundamental aplicar contratos de coesão territorial, dotar as empresas de apoios à diversificação tecnológica e priorizar a formação profissional - rota a que o secretário-geral deu atenção nas últimas semanas.

A leitura de que é necessário apostar numa economia de valor mais acrescentado e de que é vital equilibrar o investimento que venha do pacote da Defesa para revolucionar setores industriais são também pontos da estratégia socialista. A inovação e desenvolvimento empresarial tem sido trabalhada nos Conselhos Estratégicos do PS, com Filipe Santos Costa como um dos motores da moção do secretário-geral, mas também com contributos de Fernando Medina, ex-ministro das Finanças. Há uma aproximação ao que António José Seguro vincou em campanha presidencial, reforçando a ideia de tornar mais resiliente a economia e o investimento dual vindo dos programas SAFE, da Defesa.

Também no Secretariado Nacional, nomeadamente com Ana Mendes Godinho, ex-ministra do Trabalho, tem sido repetidamente rejeitada qualquer aproximação do PS ao Governo em âmbito de matéria laboral. Para os socialistas, apenas a questão do trabalho de plataformas, Inteligência Artificial e cibernética são temas que podem merecer adendas ao que está congratulado na lei.

Nós não podemos querer competir com as economias asiáticas nem com as economias de regiões onde não há direitos laborais nem há direitos ambientais, porque isso significa uma asfixia. Ou seja, é uma questão de tempo, porque com o tempo as empresas serão asfixiadas“, referiu a 17 de maio José Luís Carneiro criticando a diminuição do regime sancionatório para quem não declara o trabalho informal e o aumento da precariedade dos mais jovens. de resto, o secretário-geral do PS já anunciou o voto contra a proposta de lei do Governo na generalidade.

No debate quinzenal, recorde-se, Carneiro, antigo ministro da Administração Interna, voltou a dizer-se disponível para trabalhar num plano de reações a emergências face ao agudizar da situação climática e consequente perigo de incêndios no território. Apesar das garantias de operacionais, o PS notou que Montenegro reconheceu durante a sua intervenção haver falta de meios nas câmaras municipais. Nesse sentido, pode estar em cima da mesa a viabilização de uma solução para procurar uma maior libertação de fundos e de procurar uma maior capacidade de resposta nas comunidades intermunicipais. O pacto para a Administração Interna foi proposto em julho do ano passado, mas, como tem apontado o líder socialista, não teve resposta do Executivo.

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Carneiro diz que reforma laboral proposta pelo Governo iria "asfixiar" as empresas
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