Carneiro acusa Ventura de tentar enganar portugueses sobre preço dos combustíveis
O secretário-geral do PS acusou este sábado (12 de setembro) o Chega de “procurar enganar os portugueses” no debate sobre a redução do IVA nos combustíveis, referindo que o partido contribuiu para o chumbo de propostas dos socialistas nesse setor.
“Quem apresentou primeiro essas propostas [de redução do IVA sobre os combustíveis] foi o Partido Socialista […] e apresentámo-las por duas vezes. Por duas vezes, o Chega votou contra. Agora, como nós apresentámos pela terceira vez na semana que passou, à terceira também entendeu dar o ar da sua graça”, afirmou José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas na chegada à Convenção Autárquica Nacional do PS, que decorre neste dia em Leiria.
O líder socialista respondia às declarações do presidente do Chega, André Ventura, que, na sexta-feira, desafiou José Luís Carneiro a aprovar a redução do IVA sobre os combustíveis dos atuais 23% para a taxa intermédia, de 13%.
Para o secretário-geral do PS, o Chega está “a procurar enganar os portugueses”.
“Nós apresentámos várias propostas de redução do IVA de 23% para 13% nos combustíveis, a redução dos custos quer com a eletricidade, quer com o gás de botija e também redução do IVA nos bens alimentares essenciais. A AD [PSD/CDS-PP], o Chega e a Iniciativa Liberal chumbaram estas propostas”, notou.
José Luís Carneiro afirmou ainda que foi também ele o primeiro líder partidário a propor ao Governo que elaborasse um plano para responder “àquilo que viria a ser uma crise com os preços, nomeadamente dos combustíveis”, após a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irão.
“Alguém tem que responder porque é que faltou à chamada nessas vezes anteriores, mas vamos procurar demonstrar como aquilo que o Chega trouxe para cima da mesa, mais uma vez, é uma tentativa de engano dos portugueses”, vincou.
Sobre a Convenção Autárquica Nacional, José Luís Carneiro disse que o PS pretende avançar com “uma nova forma de olhar para os poderes e para a organização do poder político”, defendendo mais meios humanos e financeiros para as autarquias, assim como uma maior autonomia.

