A sucessão de casos que envolveram ministros como Luís Neves e Fernando Alexandre, o que terá constribuído para que Luís Montenegro prescindisse de férias neste verão, ter-se-á refletido no Barómetro DN/Aximage de julho, no qual o Governo da AD regista a avaliação mais negativa desde que tomou posse. Apenas 3% dos inquiridos dizem que o Executivo esteve muito bem e 24% que esteve bem, enquanto 40% dizem que esteve mal e 28% muito mal.A avaliação do desempenho do Governo de Luís Montenenegro sofreu um retrocesso em relação à recuperação que conseguira em maio, com os eleitores da AD a serem os únicos junto dos quais consegue saldo positivo: 7% avaliam a sua atuação com um muito bem e 47% com bem, enquanto 29% optam pelo mal e 15% por muito mal. Nos antípodas estão os entrevistados pela Aximage que deram o seu voto ao Chega no ano passado, com apenas 1% a concenderem a nota mais positiva ao Governo e 16% a darem-lhe positiva, enquanto 49% responderam que esteve mal e 30% que esteve muito mal. E ainda mais negativa é a posição dos eleitores do PS: 2% dizem que esteve muito bem e 15% que esteve bem, mas 38% optam pelo mal e 42% pelo muito mal.Sendo o chumbo da atuação do Governo transversal, alcança maior dimensão nos mais ricos, da Classe A/B, entre os quais a soma de avaliações positivas fica em 20% e a das negativas alcança 77%. Pelo contrário, os mais novos, dos 18 aos 34 anos, mostram ser mais compreensivos, com 30% de avaliações positivas e 59% de negativas..Oposição mantém líder.Reflexo da má avaliação do Governo é o enfraquecimento da avaliação de Luís Montenegro, que conta com a confiança de apenas 22% dos participantes na edição de julho do Barómetro DN/Aximage para ser primeiro-ministro, atrás do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro (27%) e do presidente do Chega, André Ventura (24%), o que já lhe tinha acontecido em maio, um mês depois de ter surgido pela última vez como preferido para o cargo que exerce há dois anos.Também aqui a presente desvantagem de Luís Montenegro em relação aos líderes dos maiores partidos da oposição é notória, pois o social-democrata só os ultrapassa nos participantes no estudo de opinião que votaram na coligação encabeçada por si nas legislativas de 2025. Mas apenas 54% dos eleitores da AD o apontam como a figura em quem mais confiam para liderar o Governo, enquanto 15% preferem José Luís Carneiro, 6% optam por André Ventura e 18% rejeitam os três nomes por igual.Para a vantagem do líder do PS contribuem sobretudo as mulheres - tem seis pontos de vantagem sobre Ventura (que fica um ponto à sua frente no que toca aos homens) e sete sobre Montenegro -, os mais velhos (38%) e os mais ricos (37%), enquanto o presidente do Chega obtém melhores resultados nos mais jovens (28%) e mais pobres (34%).Já no que toca à escolha da principal figura da oposição, continua a não haver dúvidas na vantagem de André Ventura, que neste Barómetro DN/Aximage é indicado por 56% dos inquiridos (mais um ponto percentual do que em junho), enquanto José Luís Carneiro sobe três pontos, mas fica em 25%. Ao contrário do que aconteceu no início da sua liderança, os eleitores do PS já o reconhecem como o líder da oposição - apenas 50%, com Ventura a convencer 39% dos socialistas -, mas mesmo os mais velhos e os mais ricos preferem o presidente do Chega..Barómetro DN/Aximage: PS mantém-se à frente nas intenções de voto e Chega ultrapassa AD.Ficha técnica.Objetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage, Lda., para o DN relativa a barómetro político e temas da atualidade.Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal.Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em entrevistas efetivas: 501 entrevistas CAWI; 246 homens e 255 mulheres; 103 entre os 18 e os 34 anos, 125 entre os 35 e os 49 anos, 133 entre os 50 e os 64 anos e 140 para os 65 e mais anos; Norte 183, Centro 113, Sul e Ilhas 66, Área Metropolitana de Lisboa 139.Técnica: Aplicação online - CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) - de um questionário estruturado, devidamente adaptado ao suporte utilizado, a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 20 e 21 de julho de 2026.Taxa de resposta: 93,30%.Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,4%.Responsabilidade do estudo: Aximage, Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio..Barómetro DN/Aximage: Maioria considera que as explicações dadas por Luís Neves são insuficientes .Barómetro DN/Aximage: Avaliação muito negativa do primeiro-ministro na gestão de crises no Governo