A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice (ao centro), à chegada para a audição nas Comissões conjuntas de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no âmbito da apreciação na especialidade da Proposta de Lei 110/XVI/2.ª – Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice (ao centro), à chegada para a audição nas Comissões conjuntas de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no âmbito da apreciação na especialidade da Proposta de Lei 110/XVI/2.ª – Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da RepúblicaMANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Audição da ministra da Justiça suspensa após convidados do Chega entrarem na sala de sessões

Após uma acesa discussão entre deputados de PS, Bloco Esquerda e PAN de um lado e Chega do outro, a sessão foi retomada 20 minutos depois.
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A audição da ministra da Justiça, no âmbito do debate do Orçamento para 2027, esteve esta quarta-feira, 4 de novembro, suspensa por 20 minutos depois de o PS alertar que dois jovens convidados pelo Chega tinham entrado na sala de sessões.

Rita Alarcão Júdice saiu da sala na sequência do incidente, na companhia da sua equipa de secretários de Estado, para que os deputados discutissem e eventualmente tomassem uma decisão sobre o que efetivamente se passara no hemiciclo.

Após uma acesa discussão entre deputados de PS, Bloco Esquerda e PAN de um lado e Chega do outro, enquanto o deputado social-democrata Paulo Marcelo apelava à calma, a sessão foi retomada 20 minutos depois.

A entrada dos dois jovens, que se deslocaram à bancada do Grupo Parlamentar do Chega, foi denunciada pelo deputado socialista Pedro Vaz, que afirmou que os dois jovens estavam a filmar e não tinham qualquer identificação.

A deputada Rita Matias, do Chega, assumiu a responsabilidade pelo convite, alegando que os jovens estavam a fazer um trabalho escolar e apenas pretendiam conhecer o Parlamento, contrariando Pedro Vaz ao garantir que tinham cartão de visitante, "caso contrário não poderiam ter entrado na Assembleia da República".

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, acusou Pedro Vaz de pretender ser "policia" e criticou o PS pelo "exemplo" numa altura em que se fala na necessidade de "aproximação dos jovens à política".

O vice-presidente da bancada socialista, Pedro Delgado Alves, frisou que mesmo os jornalistas parlamentares credenciados não podem entrar na sala de sessões, sendo este espaço limitado ao acesso dos deputados e membros do Governo.

A deputada do PAN, Inês de Sousa Real, considerou estar em causa uma questão de segurança sobre quem efetivamente entra no Parlamento, lembrando que mesmo os assessores parlamentares têm regras de circulação a cumprir.

Já o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Rui Afonso (Chega), admitiu que esta questão possa ser levada a conferência de líderes, mas explicou que, enquanto conduz os trabalhos, não consegue controlar quem entra ou sai no hemiciclo.

Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, apontou o dedo à Chega, afirmando que "há uma bancada que não cumpre as mais elementares regras do Parlamento".

Já o deputado socialista Luís Teste admitiu "boa-fé" no convite feito aos dois jovens que entraram na sala de sessões da Assembleia da República, mas o cumprimento do regulamento "é uma questão que tem de ser colocada todos os dias", acrescentou.

Após o incidente, os dois jovens foram sentar-se nas galerias destinadas ao público.

A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice (ao centro), à chegada para a audição nas Comissões conjuntas de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no âmbito da apreciação na especialidade da Proposta de Lei 110/XVI/2.ª – Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República
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