Vem aí uma pequena remodelação na Presidência da República

Marcelo começa agora a definir algumas mexidas na equipa de Belém, para o segundo mandato. Embaixadora em Moçambique vem substituir a assessora diplomática. Chefe da Casa Militar passa a ser da Armada, Chefe da Casa Civil mantém-se, avançou o Expresso. O DN confirma que o assessor de Imprensa sai.

Dia 9 de março é a data para a tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa, começa aí o seu segundo mandato em Belém. As mexidas que tenciona fazer na equipa de assessores e consultores começam agora a ser desenhadas pelo Presidente da República. O Expresso avançou que Fernando Frutuoso de Melo, ex-diretor-geral da Cooperação e Desenvolvimento da Comissão Europeia, se manterá como Chefe da sua Casa Civil (CCC). Mudará o Chefe da Casa Militar (CCM), que após ter vindo da Força Aérea e do Exército será agora da Armada, o que faz de Marcelo o único Presidente da República que entregou o cargo aos três ramos das Forças Armadas. Diz o Expresso, o escolhido será o vice-almirante Luis Carlos de Sousa Pereira, que teve funções de comando e chefia a vários níveis, incluindo o comando da fragata Álvares Cabral e da Força Naval Portuguesa.

Na Casa Civil ainda é cedo para se conhecerem alterações, sobretudo nas assessorias de Política e para a área da Saúde, mas é certo que mudarão os assessores de Comunicação e para as Relações Internacionais.

Tal como o Expresso avançou e o DN confirmou, Paulo Magalhães, jornalista da TVI, deixará a assessoria de imprensa. É quadro requisitado da TVI e, provavelmente, poderá regressar ao canal televisão em Queluz, mas só em março. Na assessoria de imprensa, Marcelo deverá ficar com colaboradores que não sejam jornalistas profissionais.

Na assessoria diplomática sai Ana Martinho, ex-secretária-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que atingiu o fim da carreira e não transitará para o segundo mandato presidencial. Para a substituir, virá Maria Amélia Paiva, atual embaixadora de Portugal em Maputo. Opção em linha com o primeiro mandado quando, há cinco anos, foi buscar José Augusto Duarte, então embaixador português na capital de Moçambique.

Na assessoria política não haverá ainda novidades. Há cinco anos, Marcelo manteve no gabinete - que herdou de Cavaco Silva - António Araújo e Nuno Sampaio. Já a assessoria jurídica vai transitar sem alterações, mantendo-se como assessores do Presidente os juristas Gonçalo Matias e Ricardo Camossa, diz o Expresso.

A ex-ministra Isabel Alçada o escritor Pedro Mexia, deverão continuar como consultores na Educação e na Cultura. Maria João Ruela na assessoria para os Assuntos Sociais, e o ex-secretário de Estado do governo de Passos Coelho, Hélder Reis, como consultor para os Assuntos Financeiros e Orçamentais.

O atual Chefe da Casa Militar, general João Vaz Antunes, passará a secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional, continuando assim no palácio de Belém, avança a mesma notícia.

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