Trocas PS-PSD. Feitas as contas ganhou Rui Rio

O saldo eleitoral da luta autárquica entre socialistas e sociais-democratas foi favorável ao líder do PSD: ganhou por 23 câmaras contra 13.

Eram do PS e passaram para o PSD, eram do PSD e passaram para o PS: no total, 36 câmaras municipais foram "trocadas" entre os dois maiores partidos portugueses.

O saldo da noite eleitoral foi favorável ao PSD que deixou escapar 13 câmaras para os socialistas (Espinho, Póvoa de Lanhoso, Freixo de Espada à Cinta, Sertã, Penela, Monchique, Vila Real de Santo António, Castanheira de Pera, Ferreira do Zêzere, Valença, Mortágua, Funchal e Vila do Porto), enquanto o PS perdeu 23 autarquias para os sociais-democratas (Castelo de Paiva, Sever do Vouga, Barcelos, Miranda do Douro, Vila Flor, Coimbra, Góis, Penacova, Mourão, Reguengos de Monsaraz, Figueira de Castelo Rodrigo, Meda, Pedrógão Grande, Lisboa, Alcanena, Cartaxo, Mondim de Basto, Lamego, Nelas, Vila da Praia da Vitória, Santa Cruz da Graciosa, São Roque do Pico e Horta).

Esta luta a dois foi sublinhada por Rui Rio, no discurso da noite eleitoral, que destacou entre outras as conquistas de Lisboa, Coimbra e Funchal, que vão permitir ao PSD liderar nove das 18 capitais de distrito (contra cinco do PS) e as duas capitais das regiões autónomas. O PSD manteve Aveiro, Braga, Bragança, Faro, Santarém e Viseu

Rui Rio destacou a vitória em Barcelos [onde a direção nacional impôs a sua escolha] ou a conquista inédita do Cartaxo. E também os seis concelhos que o PSD irá liderar no Alentejo: Mourão, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vila Viçosa, Portalegre e Alter do Chão.

António Costa, que no seu discurso comparou as perdas e os ganhos - "ganhámos seis câmaras à CDU e 13 ao PSD. Ganhámos mais câmaras ao PSD do que à CDU - e avisava para a tentativa de uma distorção da realidade - "por mais que queiram torcer, há uma realidade indesmentível, o PS venceu estas eleições" - sem nunca referir o que de facto os socialistas perderam, sublinhou os valores globais (falou em 150 câmaras) e tirou uma conclusão: "Os portugueses renovaram a sua confiança no PS, atribuindo-lhe uma vitória eleitoral." Apesar de, lembrou, se terem "multiplicado as coligações contra o PS".

artur.cassiano@dn.pt

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