Von der Leyen. Trabalho de Costa "incrivelmente bem sucedido"

A presidência portuguesa do Conselho da UE termina no dia 30 de junho e o lugar passa a ser ocupado até final do ano pela Eslovénia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, elogiou esta sexta-feira a "presidência incrivelmente bem sucedida" do Conselho da União Europeia (UE), destacando a adoção do certificado digital covid-19, nos agradecimentos ao primeiro-ministro português, António Costa.

"Agradeço-lhe, António por uma presidência incrivelmente bem sucedida", disse Von der Leyen, na conferência de imprensa no final da última reunião do Conselho Europeu na presidência portuguesa da UE, destacando a "habilidade" com que Costa "dirigiu todo o processo".

A líder do executivo comunitário elencou tópicos "que não teriam sido tão bem sucedidos" sem o primeiro-ministro e a presidência portuguesa, com especial destaque para "o tempo recorde" em que foi adotado o certificado digital covid-19 da UE, "no qual já se encontram 26 Estados-membros ligados, até agora, e que está pronto para funcionar no dia 01 de julho".

Ursula von der Leyen referiu ainda o tema da recuperação económica, com a aprovação do financiamento 'Next Generation UE' para fazer face ao impacto da covid-19 na economia europeia, destacando que a decisão sobre recursos próprios "foi tomada em cinco meses, quando normalmente leva, em média, dois anos."

Também o líder do Conselho Europeu, Charles Michel, elogiou o "excelente trabalho" da presidência portuguesa da UE e destacou a colaboração de Costa.

"Felicito a presidência portuguesa pelo excelente trabalho e agradeço-te pela colaboração", disse Michel, na conferência de imprensa, sublinhando que a circunstâncias em que Portugal assumiu a liderança do Conselho da UE "não foram fáceis", devido à pandemia da covid-19, que obrigou a que muitas das reuniões tenham decorrido remotamente.

Ainda assim, Michel destacou a progressão feita "em numerosos dossiês".

A presidência portuguesa do Conselho da UE termina no dia 30 de junho e o lugar passa a ser ocupado até final do ano pela Eslovénia.

Von der Leyen admite que UE está "preocupada" com variante Delta

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu esta sexta-feira que a UE está "preocupada" com a variante Delta da covid-19, apelando à manutenção dos gestos barreira e à vacinação.

"Até ao final da semana, quase 60% dos adultos na União Europeia terão recebido pelo menos uma dose [de vacina anti-covid], e teremos quase 40% [da população] completamente vacinada. É um grande passo em frente, mas é também necessário, porque estamos preocupados com a variante Delta", salientou a presidente do executivo comunitário.

Ursula von der Leyen falava em conferência de imprensa após a cimeira do Conselho Europeu, que decorreu na quinta e na sexta-feira, e onde os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) abordaram, entre outros temas, a situação pandémica no bloco.

Relembrando que, no Reino Unido, a variante Delta (inicialmente detetada na Índia) tornou-se "dominante", representando cerca 90% dos casos de covid-19, Von der Leyen destacou que, na Europa, a variante também está a "progredir e a acelerar".

"As boas notícias é que vemos que a vacinação protege: a vacinação com duas doses protege muito eficazmente contra a variante Delta, e uma dose fornece, pelo menos, uma diminuição na severidade da doença", apontou.

Apesar disso, a presidente da Comissão Europeia avisou que é preciso "manter-se vigilante" no que se refere à evolução da variante Delta, apelando a que os Estados-membros se mantenham "muito coordenados" nas medidas restritivas, e que os gestos barreira, como a "máscara ou o distanciamento social", permaneçam.

"E precisamos de vacinar, vacinar, vacinar: é a melhor estratégia contra estas variantes", salientou Von der Leyen.

Num relatório divulgado na quarta-feira, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) estimou que a variante Delta do SARS-CoV-2 seja responsável por 90% das novas infeções na Europa até final de agosto e por um aumento nos internamentos e mortes, pedindo avanços rápidos na vacinação na UE.

Apontando que a mutação detetada na Índia (e designada como Delta) é entre 40% a 60% mais transmissível do que a variante detetada no Reino Unido, estando também associada a um maior risco de hospitalizações e mortes, o ECDC assinalou que "aqueles que receberam apenas a primeira dose - de um processo de vacinação de duas - estão menos protegidos".

"No entanto, a vacinação completa proporciona uma proteção quase equivalente contra a variante Delta", adiantou a agência europeia.

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