Exclusivo "Spínola era um grande chefe militar e um revolucionário dentro do regime"

Brunch com José Manuel Barroso, jornalista e capitão de Abril

José Manuel Barroso, o meu antigo camarada do DN e até hoje amigo Zé Manel, foi há dias condecorado com o Grande Colar da Ordem da Liberdade. Ele e, como faz questão de sublinhar, "mais 25 militares de Abril". Acrescenta o antigo capitão miliciano que "foi uma cerimónia bonita, ali no antigo Museu dos Coches. Nunca pensei ser condecorado perante o Presidente, o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e os chefes dos três ramos. Emocionei-me. Fiquei feliz. A Ordem da Liberdade é especial. Achei que me assentava bem, a mim e aos outros." Com certeza que assenta, sabem aqueles que o conhecem e à sua história desde aquele dia de agosto de 1943 em que nasceu nos Açores, no Pico, à qual chama de "a minha ilha" apesar de lá ter vivido só seis anos, mas onde voltou algumas vezes e pela qual sente "sólidas raízes afetivas".

A conversa com o antigo jornalista do DN é por videoconferência, consequência da pandemia. Vejo uma mancha de vegetação através da janela e o Zé Manel diz ter a sorte de morar numa zona de Alvalade com um jardinzinho. Enquanto bebe um café com leite e come um croissant com fiambre, explica que nestes dias de confinamento dá de vez em quando uns passeios higiénicos pelo bairro lisboeta com o neto Henrique e navega muito no Facebook, onde tem descoberto picoenses. "Fui conhecendo muita gente lá da minha ilha. Entre eles um grande escritor, que merece atenção, pois te uma obra belíssima, o poeta Urbano Bettencourt."

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