Santana: "Cair e reerguer, é a vida"

Foi regressar e vencer. "Uma proeza sem igual", diz Santana. Candidato do PSD não fica como vereador e o mesmo deve fazer o atual presidente socialista da autarquia.

O que CDS, CDU e BE diziam aconteceu: Santana Lopes ia "roubar" votos a todos os partidos. Socialistas e sociais-democratas saem derrotados. O "pacto PS/PSD", as "solidariedades e fraternidades" denunciados pelo antigo primeiro-ministro, não foram suficientes para evitar a "vitória extraordinária" - palavras de Santana Lopes - na Figueira da Foz.

Os indicadores socialistas de "uma apreciação muito positiva do trabalho desenvolvido pelo Carlos Monteiro [candidato do PS] e pela sua equipa, que tiveram de fazer face a uma dívida gigante que aqui ficou", como vaticinava José Luís Carneiro, secretário-geral adjunto do PS, esbarraram nos votos que deram a maioria pretendida por Santana Lopes.

"Ganhar nestas circunstâncias é uma proeza sem igual, porque é contra todas as tropelias, todas as armadilhas, todas as impugnações e contra os partidos grandes, médios e pequenos", afirmou o ex-primeiro-ministro.

"Estas eleições provaram para muita gente a razão pela qual tomei essa opção de sair da força política em que militei durante décadas", afirmou ainda. A frase serve na perfeição para responder a Pedro Machado, presidente da Entidade Regional do Turismo do Centro de Portugal e candidato PSD que garantiu só ser "candidato a presidente de câmara" e que acusou Santana de "traidor".

"É uma emoção especial, 24 anos depois, voltar a ter a confiança dos figueirenses (...) estamos a fazer história e a contribuir para a democracia", diz o novo presidente da Câmara da Figueira da Foz.

Só falta agora perceber se o ainda presidente e candidato socialista, Carlos Monteiro, assumirá um lugar de vereador. Tudo depende de um fator: se a derrota é demasiado pesada ou não, mas a a saída é praticamente certa

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