PSD: "O facto do país ter tantos problemas torna esta edição da Universidade muito desafiante"

A vice-presidente do PSD Margarida Balseiro Lopes recorda ao DN a importância da iniciativa para a formação dos jovens que gostam de política. Cristas, Mendes e Assis são oradores da 18.ª edição.

Margarida Balseiro Lopes, agora vice-presidente do PSD, candidatou-se aos 16 anos, "receosa de não entrar", mas entrou. E "a experiência foi muito marcante porque para quem gosta de política é uma semana fabulosa", garante ao DN sobre a Universidade de Verão do PSD, que regressa a Castelo de Vide para a sua 18.ª edição, entre 29 de agosto e 4 de setembro, depois de dois anos de interregno por causa da pandemia.

A antiga deputada social-democrata explica o que torna tão cativante aquela que é vista como uma segunda rentrée do PSD, já que o encerramento é assegurado pelo presidente do partido, agora Luís Montenegro. "Naquela semana, em ritmo acelerado, discutimos, pensamos e falamos de vários temas como ambiente, educação, energia, justiça, sistema político e relações internacionais".

Os 100 alunos selecionados, frisa a dirigente do PSD, têm este ano um enquadramento nacional e internacional que vai tornar a edição "altamente desafiante". "O facto do país ter tantos problemas torna esta edição da Universidade muito desafiante". E cita, entre outros, o "caos na saúde", a "degradação dos serviços públicos" e as consequências da inflação na vida das pessoas e "sem resposta".

Margarida Balseiro Lopes admite também que a 18.ª Universidade de Verão tem um sabor especial, depois de ter participado em tanta. A de o encerramento ser protagonizado por alguém que "admiro muito", Luís Montenegro.

A universidade, cujo reitor é o antigo eurodeputado Carlos Coelho, que foi diretor de campanha de Montenegro, contará com antiga líder centrista Assunção Cristas, o antigo presidente social-democrata Marques Mendes, e o socialista Francisco Assis como alguns dos oradores.

"É uma semana intensiva, com aulas, com jantares-conferência com personalidades do PSD, mas também com personalidades independentes e de outros partidos, neste caso do PS e do CDS, que ajudam a preparar uma nova geração que nós queremos mais qualificada para fazer uma ação política e cívica mais informada", disse à Lusa Carlos Coelho. A sessão de abertura formal com as intervenções de, entre outros, do secretário-geral do PSD, Hugo Soares, e do chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, José Manuel Fernandes.

Entre os convidados desta edição, que retoma depois de dois anos de interrupção devido à pandemia de covid-19, o social-democrata destacou as "cinco personalidades respeitadas que vão abrilhantar os jantares-conferência", a começar pela antiga líder do CDS-PP Assunção Cristas, a oradora de dia 30 de agosto.

"Depois, o segundo jantar conferência com uma figura do PSD que já foi líder do partido e um comentador de excelência, Luís Marques Mendes, que dispensa apresentações, e na quinta-feira [01 de setembro] temos um jantar-conferência com Francisco Assis, atualmente o presidente do Conselho Económico e Social e uma figura de referência do Partido Socialista", acrescentou.

No dia 2 de setembro será o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, a falar aos alunos neste jantar e no sábado é a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, que fecha o elenco dos oradores para este espaço de debate.

Para domingo, dia 04, está previsto o encerramento, que para além do aguardado discurso de Luís Montenegro, contará com as intervenções precisamente de Carlos Coelho e do presidente da JSD, Alexandre Poço.

Como "professores" ao longo desta semana estarão em Castelo de Vide nomes como o eurodeputado do PSD Paulo Rangel, o ex-ministro Miguel Poiares Maduro, as vice-presidentes do PSD Margarida Balseiro Lopes e Inês Palma Ramalho, o ex-secretário de Estado José Eduardo Martins, a antiga secretária de Estado e diretora do Escritório de Genebra do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Mónica Ferro, o economista Luís Filipe Reis, a professora universitária Raquel Vaz Pinto ou o comentador político Sebastião Bugalho.

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