Marcelo: "O custo de mandar o Orçamento de volta é enorme"

Decisão de não promulgar OE teria um custo elevado para o país, considerou Marcelo, depois de Rui Moreira ter pedido que o documento voltasse à Assembleia.

Enviar o Orçamento do Estado (OE) de volta para a Assembleia está praticamente fora de questão. Depois do presidente da câmara do Porto, Rui Moreira, ter pedido a Marcelo Rebelo de Sousa que enviasse o documento de volta à Assembleia, o Presidente da República fechou a porta a essa possibilidade. "Compreendendo que há coisas que tem de ser pensadas e revistas para o futuro, o custo para Portugal de estar a mandar para trás a lei do orçamento para depois vir outra vez, estando nós tão perto do próximo orçamento, é muito grande", justificou.

Numa visita ao Instituto Politécnico do Cávado e Ave, em Barcelos, onde esteve numa homenagem a um docente, o Presidente admitiu, no entanto, que "depois dos dias intensíssimos" que se seguem (e que vão culminar nas comemorações do 10 de junho), poderá vir a enviar ao Parlamento um pedido de debate sobre a descentralização, considerando que "há espaço para dialogar" sobre o tema e que "o diálogo entre a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) com o Governo é muito importante".

Sobre a decisão de receber Rui Moreira em Belém, Marcelo foi perentório. "A figura do Presidente da República é conciliadora. Do mesmo modo que recebe 200 e tal presidentes de câmara, não pode deixar de receber outro", rematou.

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