Menezes deverá ser o candidato de Rio à Assembleia Municipal de Gaia

Líder do PSD vai anunciar mais 50 cabeças-de-lista do partido às próximas eleições. E joga forte em Gaia com a candidatura de António Oliveira, antigo selecionador nacional.

O líder do PSD mantém o ritmo de apresentação dos candidatos autárquicos do partido, muito à frente das restantes forças, e nesta semana, no Porto, prepara-se para avançar com mais 50 cabeças-de-lista do partido nas eleições locais. Ao que o DN apurou, a liderar a lista para a Câmara do Porto a escolha deverá mesmo recair em Vladimiro Feliz, que foi vice-presidente na autarquia durante o consolado de Rui Rio.

Para a autarquia vizinha de Gaia, o líder social-democrata aposta em António Oliveira, antigo selecionador nacional de futebol, que aceitou, pela primeira vez, um desafio político.

E Oliveira deverá ter a seu lado, garantiram fontes do PSD locais, como candidato à Assembleia Municipal, Luís Filipe Menezes, que liderou o município durante 16 anos, depois de ter sido eleito pela primeira vez em 1997. Em 2013, Menezes avançou para a corrida à Câmara do Porto, mas foi derrotado pelo independente Rui Moreira.

Em entrevista recente, o antigo autarca e líder do PSD revelou que tem mantido contacto regular com o líder do PSD, aconselhando-o sobre vários temas e, muito provavelmente, as autárquicas serão um deles.

Após anos de quezílias, Menezes fez uma aproximação surpreendente a Rio quando apareceu no conselho nacional do partido, em janeiro de 2019, em que se ia discutir uma moção de confiança à direção. Nesse conselho, Menezes inscreveu-se para falar e, apesar de reconhecer a legitimidade de Luís Montenegro tentar disputar a liderança, declarou o apoio a Rui Rio.

"Não é hora para ódios e vinganças. Eu escolho o que é melhor para os meus filhos, para os meus netos e para o meu país. É hora de cerrar fileiras em torno de Rui Rio", afirmou na altura aos jornalistas, dizendo compreender o motivo pelo qual Rui Rio não o tinha apoiado quando se lançou na corrida à Câmara do Porto. As pazes foram seladas com um abraço.

Batista Leite em Sintra

Fontes do PSD continuam a garantir ao DN que a hipótese mais provável para a Câmara de Sintra é a candidatura de Ricardo Batista Leite, deputado e vice-presidente do partido. Sendo que o seu nome já foi testado em estudo de opinião e terá obtido um bom resultado contra o socialista Basílio Horta.

A Câmara de Sintra é um desafio grande para o PSD, que em 2017, em coligação CDS, PPM e MPT, conseguiu 29,01% dos votos, contra os 43,05% da lista do PS, encabeçada por Basílio - ou seja, o vencedor ficou aquém da maioria absoluta.

A distrital de Lisboa do PSD, liderada por Ângelo Pereira, reúne hoje por teleconferência para aprovar o nome do candidato escolhido pela direção nacional.

A confirmar-se esta aposta num membro do núcleo duro do partido resta saber que papel estará reservado a Marco Almeida, que foi o cabeça-de-lista em 2017. O DN sabe que os seus apoiantes no concelho e os que estiveram com ele nas candidaturas de 2013 - como independente, depois de a direção nacional ter decidido apostar em Pedro Pinto para o confronto com Basílio - quatro anos depois o empurram para avançar em qualquer circunstância.

Como o DN avançou no sábado, fontes do CDS, que sublinham ter "um peso político" no concelho de Sintra, admitem que Ricardo Batista Leite seria um nome capaz de "unir" os dois partidos no combate autárquico nas eleições deste ano. O facto de rejeitarem a mesma solução no caso do candidato vir a ser Marco Almeida, e depois de em 2017 os dois partidos também terem ido de braço dado às autárquicas, é explicado por essa coligação "ter sido imposta" pela então direção de Assunção Cristas às estruturas locais do partido, que agora querem ter uma palavra a dizer no processo.

Vários recandidatos

Na primeira leva de nomes, no início deste mês, o PSD apresentou 23 novos candidatos autárquicos e confirmou 77 outros, que são recandidatos, como é o caso de Carlos Carreiras (Cascais), Salvador Malheiro (Ovar), Ribau Esteves (Aveiro), Almeida Henriques (Viseu) e Ricardo Rio (Braga).

Entre outros nomes apresentados estão os de Nuno Matias (Almada), os ex-deputados Bruno Vitorino (Barreiro) e Paulo Ribeiro (Palmela), Luís Santos (Santiago do Cacém), Álvaro Coimbra (Penacova), Nelson Batista, atual presidente da Junta de Freguesia de Lousa (Loures), Rui Corça (vereador na Azambuja), Jorge Costa (Moimenta da Beira) e João Valério, que é independente (Oliveira de Frades).

Num segundo momento, e já depois de ter anunciado de forma isolada o nome de Carlos Moedas para Lisboa, Rui Rio apresentou em Coimbra mais 51 candidatos às eleições locais - ficaram então conhecidos 153 cabeças-de-lista do partido.

Um dos nomes destacados foi o de José Manuel Silva, ex-bastonário da Ordem dos Médicos, que vai concorrer contra o socialista Manuel Machado em Coimbra.

Esta é uma das autarquias em que o PSD tem a expectativa de conseguir "roubar" das mãos do PS. José Manuel Silva tinha sido candidato em 2017 por um movimento de cidadãos e conseguiu ser eleito vereador.

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