Marcelo Rebelo de Sousa em Díli de quinta a domingo na sua primeira visita

Segundo a nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, esta visita, a convite das autoridades timorenses, "constitui uma oportunidade para abordar com todos os intervenientes um conjunto de temas relevantes nos planos bilateral e multilateral".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai visitar pela primeira vez Timor-Leste entre quinta-feira e domingo, por ocasião dos 20 anos da restauração da independência e da posse de Ramos-Horta como chefe de Estado timorense.

Durante esta visita oficial, centrada na capital, Díli, Marcelo Rebelo de Sousa irá também inaugurar a nova Embaixada de Portugal e encontrar-se com a comunidade portuguesa, divulgou esta segunda-feira a Presidência da República, através de uma nota.

Segundo a nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, esta visita, a convite das autoridades timorenses, "constitui uma oportunidade para abordar com todos os intervenientes um conjunto de temas relevantes nos planos bilateral e multilateral".

Além das cerimónias oficiais e encontros institucionais, incluindo com o Presidente cessante de Timor-Leste, Francisco Guterres Lú-Olo, e com o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, o programa inclui visitas à Escola Portuguesa Ruy Cinatti e à Universidade Nacional Timor Lorosa'e.

Marcelo Rebelo de Sousa irá ainda visitar o Arquivo & Museu da Resistência Timorense e o projeto escolar Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) de Díli.

A sua chegada a Díli está prevista para a manhã de quinta-feira -- ainda de noite em Lisboa, onde são menos oito horas -- e o regresso a Portugal para domingo de manhã.

Na sexta-feira, 20 de maio, Timor-Leste celebra 20 anos da restauração da independência, conseguida após uma luta de libertação contra a ocupação indonésia, e José Ramos-Horta irá tomar posse, pela segunda vez, como Presidente da República timorense.

Após a sua eleição, em 19 de abril, na segunda volta das eleições presidenciais, em que derrotou o atual chefe de Estado timorense, Marcelo Rebelo de Sousa falou com Ramos-Horta por telefone, transmitindo-lhe "calorosas felicitações" e "sinceros votos de sucesso".

No espaço lusófono, Marcelo Rebelo de Sousa visitou várias vezes o Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe. Em 2021 foi pela primeira vez a Guiné-Bissau. Falta-lhe ir a Timor-Leste, onde nunca esteve.

Esta visita, por ocasião da data histórica de 20 de maio, foi anunciada em novembro do ano passado.

O Presidente timorense, Francisco Guterres Lú-Olo, vai condecorar no último dia do seu mandato o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, e o governador-geral australiano, David Hurley, disse à Lusa fonte da Presidência.

As condecorações com o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste deverão ser conferidas aos dois chefes de Estado durante um jantar solene que Lú-OLo oferece no Palácio Presidencial na quinta-feira, horas antes da tomada de posse do seu sucessor, José Ramos-Horta.

No decreto de condecoração, a que a Lusa teve acesso, Lú-Olo recorda que "Portugal e os portugueses desde a declaração da independência da República Democrática de Timor-Leste, ocorrida a 28 de novembro de 1975, têm no seu coração Timor-Leste e o seu povo".

"A união emocional entre estes dois povos desde o início do século XVI muito contribuiu para a formação da identidade timorense que é única no mundo. Uma história partilhada e uma língua que nos une, que nos distingue dos restantes povos e que ao longo dos séculos moldou a consciência dessa identidade própria chamada Timor-Leste", explicou.

O chefe de Estado destaca Marcelo Rebelo de Sousa como um "defensor de valores universais como a paz, a liberdade, a autodeterminação dos povos, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a fraternidade entre os povos das várias nações, entre outros valores que são comuns aos timorenses".

Motivo pelo qual, por ocasião do 20.º aniversário da restauração da independência, Lú-Olo quer reconhecer o "amor que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sente por Timor-Leste e pelo povo timorense" que o levou a visitar Timor-Leste, para sentir "pessoalmente o amor que os timorenses sentem por Portugal, pelos portugueses e pela língua portuguesa".

"Num momento de união entre todos os povos da lusofonia e de celebração dos valores supremos que são a liberdade e a independência é de elementar justiça reconhecer o apoio incansável e o amor de sua excelência o Presidente da República Portuguesa a Timor-Leste", sustenta.

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