Marcelo fica em "vigilância passiva" e fora da campanha de rua

O Presidente da República e recandidato nas eleições para Belém vai ficar 14 dias em vigilância passiva, por determinação às autoridades de saúde, embora em atividade fora da campanha eleitoral.

Marcelo Rebelo de Sousa não poderá participar em ações de campanha, embora se mantenha ativo na Presidência da República. Quem o determinou foi o delegado de saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo que confirmou na terça-feira à noite que o Chefe do Estado "após avaliação de risco, foi considerado como tendo tido exposição de baixo risco", podendo retomar a sua atividade. Mas ficará em "vigilância passiva" durante 14 dias, o que significa que, entre outras coisas, não deverá "frequentar locais com aglomeração de pessoas". Ou seja, Marcelo fica arredado da campanha eleitoral de rua.

Segundo nota oficial publicada no site da Presidência da República, "esta avaliação refere-se tanto à situação resultante do teste positivo da passada segunda-feira, seguido de dois testes negativos realizados pelo Instituto Ricardo Jorge, que é o laboratório nacional de referência, quer ao contacto com o elemento da sua segurança pessoal, cujo resultado positivo do teste foi conhecido ontem ao fim da tarde".

Depois de se ter submetido a um teste PCR, que deu positivo, Marcelo fez mais quatro que deram resultado negativo. Mesmo assim, participou à distância no último debate televisivo na RTP por videoconferência, com todos os candidatos a Belém.

Marcelo Rebelo de Sousa voltou ontem ao Palácio de Belém retomando a atividade com essa restrição nos contactos. A vigilância passiva, segundo as indicações da Direção-Geral de Saúde, obriga ao registo de temperatura duas vezes por dia, restringir os contactos sociais e contactar a linha da SNS24 em caso de sintomas.

Esta quarta -feira, o Presidente da República assinou já uma nota no site em que justifica os motivos pelos quais assinou a renovação do estado de emergência até as 23:59 do dia 30 de janeiro.

"Face à gravidade da situação, por mais de 90% dos Deputados, tem um fim muito urgente e preciso: tentar conter e inverter o crescimento acelerado da pandemia, visível, nos últimos dias, em casos, internamentos, cuidados intensivos e, ainda mais, em mortos. Essa contenção e inversão impõe-se e é muito urgente", escreveu Marcelo.

Há, afirma, "que tentar obter resultados palpáveis no mais curto espaço de tempo possível, não deixando que a pandemia entre, ao nível do patamar existente, em fevereiro e março. Isso significaria multiplicação do número de mortos, situação mais critica nas estruturas de saúde, maior fragilização do clima de confiança das pessoas e comunidades, agravamento duradouro da crise económica e social."

Reforça ainda que "a presente renovação e o confinamento que a acompanha pretendem criar um travão de reforçada emergência, evitando um alastramento, antes de a vacinação poder constituir um dique imunitário minimamente amplo e eficaz."

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